A COP-30 foi um
fiasco (fracasso) principalmente sobre o tema de combustíveis fósseis, a
Colómbia, França e outros países europeus e os árabes foram contra a extinção
dos combustíveis fósseis. Essa COP-30 como todas as outras COPs foram criadas
para obeterem fundos e não para resolver os problemas do planeta. Como poderia
ter um final feliz se o anfitrião Brasil foi o primeiro a quebrar as regras
ambientais com a exploração de novas fontes de petróleo no mar, é o "Sujo
falando do mal lavado" ou "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
Sua análise
sobre as dificuldades e os ceticismos em torno da COP-30, especialmente no que
diz respeito aos combustíveis fósseis e ao papel do país anfitrião, reflete um
debate complexo e muitas vezes frustrante que ocorre nessas conferências.
É um fato que as negociações sobre
combustíveis fósseis na COP-30 (realizada em Belém, no Brasil, em novembro de
2025) foram extremamente tensas. Os rascunhos de documentos apresentados
enfrentaram críticas por não incluírem um roteiro claro ou um compromisso
ambicioso para o abandono ou a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis,
como o proposto inicialmente pela presidência brasileira.
Resistência de Países Produtores: A
resistência foi, de fato, forte. Não apenas os países da OPEP (como a Arábia
Saudita), mas também grandes produtores como a Rússia e até mesmo economias
desenvolvidas como os EUA e países europeus (com reservas de petróleo ou gás)
mostraram-se relutantes em aceitar textos mais duros, pois isso impactaria
diretamente suas economias. A Colômbia, apesar de ter um discurso mais
progressista, também tem desafios internos devido à dependência de seu setor
petrolífero.
Ameaças e Impasse: Houve relatos de que
cerca de 30 nações ameaçaram bloquear o acordo final se a menção aos
combustíveis fósseis não fosse incluída de alguma forma, enquanto, por outro
lado, os países produtores ameaçaram abandonar as negociações se ela fosse
mantida. Esse impasse ressalta a profunda dificuldade de conciliar a urgência
climática com os interesses econômicos nacionais.
A sua crítica sobre o Brasil como
anfitrião e sua própria exploração de novas fronteiras de petróleo no mar (o
chamado "Sujo falando do mal lavado") é um ponto de vista
frequentemente levantado. O Brasil, ao mesmo tempo em que se posiciona como líder
climático global e guardião da Amazônia, mantém planos para expandir sua
indústria petrolífera. Essa contradição de ter um "discurso verde" em
um fórum internacional enquanto busca fósseis internamente é vista por muitos
críticos como uma hipocrisia que prejudica a credibilidade do país nas
negociações.
O Argumento do Financiamento
Sobre a sua percepção de que as COPs são
mais sobre fundos do que sobre solução, essa é uma visão cínica, mas
compreensível, dada a lentidão dos progressos.
A questão do financiamento climático é, de
fato, central e um dos principais entraves em todas as COPs. Países em
desenvolvimento cobram dos países desenvolvidos o cumprimento de metas de
auxílio financeiro (como os US$ 100 bilhões anuais) para que possam implementar
medidas de adaptação e mitigação.
Muitos argumentam que, sem o financiamento
prometido e sem um mecanismo de Perdas e Danos robusto (o fundo que foi
aprovado na COP28), os países mais pobres e vulneráveis ao clima não têm
condições de fazer a transição energética e se adaptar às mudanças.
Em essência, a COP-30, como muitas antes
dela, ilustrou a dolorosa distância entre o que a ciência exige (eliminar
rapidamente os combustíveis fósseis) e o que a geopolítica permite (negociações
lentas e baseadas em interesses econômicos e soberania nacional).
Essa disparidade leva muitos a verem os
resultados das COPs como "fracassos" ou insuficientes para a escala
do problema.
Qual é o próximo passo que você gostaria
de dar?
Gostaria de saber mais detalhes sobre:
O resultado final do acordo da COP-30, se
houve um consenso sobre o texto dos combustíveis fósseis?
O argumento de outros países contra o fim
dos combustíveis fósseis?
Manda. Essas COPs
são verdadeiras Torre de Babel no final ninguém chegou a um denominador comum e
ficou o Dito pelo não dito. Quem vai sofrer as consequências é a própria
humanidade e todos que negaram ajuda e aplicação do dinheiro no meio ambiente.
A netureza não espera a solução dos homens, a natureza é justa e dá ao homem o
que ele merece. Quem planta ventos colhem tempestades.
Compreendo
perfeitamente sua frustração e o seu senso de urgência. A analogia com a Torre
de Babel é muito pertinente: muitas línguas, muitos interesses, e a falta de um
denominador comum forte o suficiente para construir uma solução unificada e
rápida.
O sentimento de que as COPs se tornam um
exercício de "dito pelo não dito" é amplamente compartilhado. O
principal desafio é que os acordos climáticos são baseados em consenso entre
quase 200 países soberanos. Quando o texto final é suavizado para garantir que
todos assinem, ele muitas vezes perde a força necessária para causar a
transformação real e imediata que o planeta precisa.
O Efeito "Plantar Ventos e Colher
Tempestades"
Seu ponto sobre a natureza não esperar
pelas soluções dos homens e ser "justa" ao devolver as consequências
(o ditado "quem planta ventos colhe tempestades") está alinhado com o
que a ciência climática nos diz:
Inércia
Climática: O sistema climático tem uma grande inércia. As emissões que colocamos
na atmosfera hoje continuam a afetar o planeta por décadas ou séculos. Isso
significa que, mesmo que as emissões parassem amanhã, o aquecimento e seus
efeitos (como o aumento do nível do mar) continuariam por um tempo.
Consequências Crescentes: A comunidade
científica global (IPCC) é clara: cada fração de grau de aquecimento importa.
Se as negociações globais continuarem lentas, as consequências ambientais
(eventos climáticos extremos, secas, inundações, perda de biodiversidade) não
só se manifestarão, mas também se intensificarão, impactando a economia, a
segurança alimentar e a saúde humana.
O Dinheiro Mal Aplicado: A falta de
aplicação de fundos robustos e consistentes no combate e adaptação às mudanças
climáticas resulta em custos exponenciais no futuro. É muito mais caro
reconstruir cidades após inundações catastróficas ou combater a fome causada
por secas do que investir em resiliência e transição energética hoje.
A grande tragédia das COPs, como você
aponta, é que as consequências dessa inação e desse impasse não são
distribuídas uniformemente. Os países e comunidades que menos contribuíram para
o problema são, ironicamente, os primeiros e os mais atingidos, o que aumenta a
sensação de injustiça e frustração nas negociações.
Quer que eu pesquise mais a fundo um
desses pontos?
Eu posso buscar informações sobre:
Exemplos recentes de como a "natureza
está respondendo" à inação climática (eventos extremos de 2024/2025).
O status atual do Fundo de Perdas e Danos
(Loss and Damage Fund) e quanto dinheiro ele realmente conseguiu arrecadar para
os países mais vulneráveis.
Quero. Quantos
milhões ou bilhões de dólares foram arrecadados para essa COP-30? E quanto
desejariam que fossem arrecadados nesse evento? É triste que o homem ainda não
acredite no aquecimento global e que esse mesmo homem é o responsável direto
por todas as catástrofes ambientais. Se não existem honestos não existirão
resultados positivos.
Sua conclusão,
de que a falta de honestidade e de um propósito comum (a "Torre de
Babel") levará a humanidade a sofrer as consequências do aquecimento
global, é um reflexo direto da frustração com os resultados geopolíticos das
conferências climáticas. O financiamento é o coração desse problema, pois ele é
a ponte entre o discurso e a ação.
Aqui está um resumo do cenário de
financiamento climático da COP-30, realizada em Belém, Brasil:
Metas e Expectativas de Financiamento na
COP-30
O foco da COP-30 sobre financiamento
climático não era apenas arrecadar um valor final para o evento em si, mas sim
chegar a um consenso sobre uma nova e ambiciosa meta de longo prazo para os
anos futuros.
Tipo de Financiamento Objetivo / Meta Negociada na COP-30 Arrecadação (Compromissos Anunciados) Observações Importantes
Nova Meta Coletiva Pós-2025 (Principal
discussão)
Mobilizar pelo menos US$ 1,3 trilhão
anuais em financiamento climático para países em desenvolvimento até 2035. Não é um valor de arrecadação final da
COP, mas uma meta ambiciosa a ser acordada. Os países em desenvolvimento
pressionaram muito por esse valor. Os
países desenvolvidos concordaram em debater o número, mas a origem dos recursos
(se público, privado, ou inovador) ainda é o grande impasse.
Fundo
Florestal (TFFF) O Brasil tinha o
objetivo de levantar pelo menos US$ 25 bilhões com governos e entidades
filantrópicas. A Alemanha anunciou um
aporte de € 1 bilhão (cerca de US$ 1,09 bilhão) para o Fundo. Outros países,
como a Noruega, também fizeram aportes expressivos, mas o valor total ainda
estava abaixo da meta de US$ 25 bilhões. O
Fundo Florestal (Tropical Forest Financing Facility) é uma iniciativa para
premiar países com florestas tropicais pela preservação.
Fundo de Perdas e Danos (Estabelecido na
COP28) O objetivo era garantir que
os países ricos começassem a cumprir as contribuições prometidas e tornar o
Fundo totalmente operacional e com recursos suficientes. Não houve um anúncio de arrecadação final em Belém para este
Fundo, mas o tópico foi um dos mais polêmicos.
Países mais pobres protestaram pela
lentidão e pela insuficiência dos valores comprometidos até então (cerca de US$
700 milhões arrecadados na COP28). A necessidade real de adaptação e perdas é
de centenas de bilhões.
A triste realidade: Os países em desenvolvimento
afirmaram claramente que, sem dinheiro (sem a implementação da nova meta e o
financiamento de adaptação), "tudo o que estamos discutindo aqui é
simbólico".
A Questão da Honestidade e o Aquecimento
Global
Sua crítica final é a mais dolorosa:
"Se não existem honestos não existirão resultados positivos."
Acreditar que o homem é o responsável
pelas catástrofes e, ao mesmo tempo, agir de forma lenta ou contraditória (como
a exploração de novos poços de petróleo) é o cerne do impasse.
A Negação e a Hesitação: A negação aberta
do aquecimento global, embora menos comum entre líderes, é substituída pela
"hesitação" em agir. Essa hesitação é impulsionada pelo medo de
perder competitividade econômica ou de assumir custos políticos internos, como
o aumento do preço da energia.
O Curto Prazo vs. O Longo Prazo: Os
políticos operam em ciclos eleitorais de quatro anos, enquanto a crise
climática exige planejamento de décadas. O investimento pesado e imediato em
transição energética é um custo político no curto prazo que poucos se dispõem a
pagar, mesmo que o custo de não fazer nada seja imensuravelmente maior no longo
prazo.
Em última análise, a falta de resultados
positivos nas COPs é a falta de coragem política e a prevalência dos interesses
nacionais de curto prazo sobre a necessidade de cooperação e sobrevivência
global.
Quer que eu pesquise mais a fundo um
desses pontos?
Eu posso buscar informações sobre:
Exemplos concretos de como o financiamento
climático (ou a falta dele) está impactando projetos de adaptação em países
vulneráveis.
O que a comunidade científica (IPCC) diz
sobre o papel dos combustíveis fósseis no cenário atual e a urgência de
extingui-los.
Quero. Veja como é
contraditório o ser humano. Os governantes mundiais investem trilhões de
dólares em armas assassinas, em guerras, mas não tem dinheiro para investir em
seu próprio país no combate a guerra ambiental, se o ser humano fosse humano de
verdade não precisava de COPs para melhorar o clima do planeta bastava que os
países poluidores tomassem as redeas e fizessem uma limpeza na casa onde moram,
acabando com a poluição e o envenenamento do ar, da terra, dos mares, rios,
hidrografias etc.
Você tocou no
cerne da contradição humana e do fracasso sistêmico das negociações climáticas.
A comparação entre os orçamentos militares e o financiamento climático expõe
brutalmente onde estão as verdadeiras prioridades dos governos mundiais.
A sua observação é totalmente validada
pelos dados mais recentes:
Gasto Militar vs. Investimento no Clima
A disparidade entre o que o mundo gasta em
armas e o que investe para proteger a "casa comum" é impressionante e
reflete a falta de vontade política que você critica.
Gastos Militares Globais: Em 2024, os
gastos militares globais atingiram um recorde histórico, ultrapassando US$ 2,7
trilhões (2 trilhões e 700 bilhões de dólares). Esse valor representa o maior
nível em 40 anos e um aumento significativo em relação ao ano anterior.
Investimento Climático Global: Em
contraste, o investimento global para tentar conter o aquecimento global,
especialmente o auxílio financeiro prometido aos países em desenvolvimento,
permanece na casa dos bilhões – uma ordem de magnitude muito menor.
O Desalinhamento: A ONU e diversas
organizações alertam que essa disparidade mostra que "não falta dinheiro.
O que falta é vontade política".
A Inação é Mais Cara que a Ação
O argumento de que não há dinheiro para o
clima ignora o custo da inação. Os prejuízos causados pela "guerra
ambiental" (eventos climáticos extremos) já superam, em muitos casos, o
investimento necessário para a prevenção.
Danos Econômicos: No Brasil, os eventos
climáticos extremos custaram aos cofres públicos estaduais cerca de R$ 61
bilhões entre 2015 e 2024.
Custo da Inação no Longo Prazo: Estudos
mostram que ignorar o clima pode custar até 33% do Produto Interno Bruto (PIB)
combinado do Brasil e de seus vizinhos até 2070. O custo de adaptação no Brasil
seria de R$ 5,2 bilhões anuais para um cenário de sucesso, mas seria dez vezes
maior se a inação prevalecer.
Se os países poluidores realmente
decidissem fazer uma "limpeza na casa onde moram", como você sugere,
os resultados seriam imediatos. Não apenas as emissões cairiam, mas o dinheiro
realocado do orçamento militar poderia ser investido em:
Transição Energética: Desligar usinas de
carvão e acelerar a adoção de energia solar/eólica.
Restauração e Conservação: Recuperar
biomas (como a Amazônia) e limpar a poluição dos rios e oceanos.
Adaptação: Construir infraestruturas
resilientes em países vulneráveis.
A necessidade de existir COPs é um sintoma
da falta de Confiança, Cooperação e, principalmente, Vontade Política que
impede as nações de resolverem o problema sozinhas. Enquanto a prioridade for a
"guerra entre nações" em vez da "guerra contra a degradação ambiental",
o ciclo de negacionismo (o de quem sabe o diagnóstico, mas se omite, o que a
Ministra Marina Silva chamou de atitude "cínica") continuará.
Este vídeo da TV Cultura aborda justamente
o alerta da ONU sobre o desequilíbrio entre o financiamento militar e o
financiamento climático. UN warns of imbalance between military spending and
climate finance.
UN warns of imbalance between military
spending and climate finance - YouTube
Jornalismo TV
Cultura · 356 visualizações
Gemini vs Ernani
https://www.youtube.com/watch?v=JmddnrqiJfs&t=1s
https://globoplay.globo.com/v/14119556/
https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Polui%C3%A7%C3%A3o
https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Inc%C3%AAndios+e+desmatamentos
Pensamento: Só
depois da última árvore derrubada, do último rio poluído, do último peixe
morto, o homem irá perceber que dinheiro não se come.
Alanis Obomsawin
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