contador ERNANI - CRONICAS E POESIAS E SONETOS

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sábado, 13 de novembro de 2021

 



GENOCÍDIO INDÍGENAS

       8 anos e 12 quilos, a criança com malária e desnutrição que simboliza o descaso com os Yanomami no Brasil.

     Etnia enfrenta crises sanitária e ambiental com escalada de violência por garimpos ilegais. Povo denuncia novo ataque neste domingo. Imagem expõe o grave e crônico problema da assistência à saúde em várias aldeias.

     Criança Yanomami com desnutrição e malária, na aldeia Maimasi.

     Criança Yanomami com desnutrição e malária, na aldeia Maimasi.

     Uma rede escura acomoda o corpo miúdo de uma criança Yanomami tão magra que é possível ver sua pele moldar as costelas. A fotografia de uma menina de oito anos que pesa apenas 12,5 quilos (o peso mínimo normal para a idade seria de 20 quilos), feita na aldeia Maimasi em Roraima, expõe um problema crônico de desassistência à saúde que os povos indígenas enfrentam no coração da Amazônia ― e que vem crescendo ano após ano. A criança estava acometida por malária, pneumonia, verminose e desnutrição, em uma região sem visitas regulares de equipes sanitárias e que fica a 11 horas a pé do polo de saúde mais próximo. Ela teve sua imagem capturada dias antes de ser transferida de avião a um hospital da capital Boa Vista no dia 23 de abril, onde já se recuperou da malária, mas segue em tratamento para os outros problemas. Virou símbolo do histórico descaso do Brasil com o povo Yanomami, que luta para sobreviver em meio a uma junção de graves crises: a escalada de violência por garimpeiros ilegais, os impactos ambientais que levam fome a algumas regiões e a fragilidade do acesso à atenção sanitária.

     MAIS INFORMAÇÕES

     Tainaky Tenetehar, da Terra Indígena Arariboia.

     Se a nossa terra, a nossa floresta sumir, o que vai ser do meu povo?

     Os Yanomami contra o coronavírus (e contra a diarreia, as lombrigas e os garimpeiros...)

     Dário Kopenawa, liderança do povo Yanomami.

     Meus antepassados morreram pelo mesmo que eu tô enfrentando: o garimpo ilegal e a epidemia

     “Na cultura Yanomami a gente não pode demonstrar imagem de criança, frágil, doente. Mas é muito importante [fazer isso] pela crise que estamos vivendo”, explica o líder indígena Dario Kopenawa, ao autorizar a publicação da fotografia nesta reportagem. Para esta etnia, a imagem da pessoa é parte importante dela e disseminá-la em uma situação de enfermidade pode enfraquecê-la ainda mais. Até quando se morre, é preciso queimar todas as lembranças de quem partiu para preservar seu espírito no mundo dos mortos. Mas a comunidade decidiu divulgar a fotografia enquanto a criança tenta se recuperar para denunciar aos napëpë ―como chamam os não indígenas― seu sofrimento diante da grave crise de saúde que os ameaça.

     Esta foto é uma resposta da violação de direitos dos povos indígenas”, resume Kopenawa. Enquanto a malária e a covid-19 avançam sobre as aldeias, lideranças narram que equipes de saúde foram reduzidas com profissionais afastados por covid-19 e outras doenças, postos de saúde foram fechados temporariamente e falta helicóptero para transporte de pacientes em áreas de difícil acesso. “A gente sofre há muito tempo sem estrutura boa, sem todos os profissionais completos pra dar assistência. Com a pandemia, piorou”, destaca Konepawa. O problema afeta especialmente as comunidades mais isoladas, que dependem de visitas esporádicas das equipes. “Tem locais que estão ainda sem vacinação contra a covid-19 porque não têm profissionais. São comunidades que ficam longe dos postos, não têm como chegar”, acrescenta Júnior Yanomami, membro do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), um órgão responsável pelo controle social das ações governamentais. No Brasil, os grupos indígenas são prioritários na fila de vacinação.

          A saúde Yanomami está abandonada. Falta tudo”, continua o líder indígena. Segundo ele, a aldeia Maimasi, que vive um surto de malária e onde várias crianças padecem com desnutrição e verminoses, não recebia visita de equipes de saúde havia seis meses, quando profissionais atenderam a criança da fotografia (divulgada por um missionário católico e publicada pela Folha de S. Paulo), no final de abril. A equipe não dispunha de medicamentos suficientes para todos os que precisavam, conta o indígena. A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), responsável pela atenção aos povos originários, dá uma versão diferente: diz que o atendimento ocorreu dia 19 de março, “mas a família não autorizou a remoção para uma unidade de saúde”.   Também garante ter estoque suficiente de medicamentos e ter contratado profissionais de saúde, mas não esclarece qual é a frequência das visitas à aldeia. A Sesai tampouco informa ao EL PAÍS sobre a incidência de malária, desnutrição e mortalidade infantil para dar a dimensão do crescimento das doenças na região.

     Esses problemas de saúde não são generalizados em todo o território Yanomami ―tão vasto quanto a área de um país como Portugal―, mas estão presentes em várias comunidades. Um estudo realizado por pesquisadores da Fiocruz em duas áreas do território ―Auaris e Maturaká― e divulgado no ano passado dá pistas sobre o tamanho do problema: 80% das crianças de até 5 anos apresentavam desnutrição crônica e 50% desnutrição aguda nestes locais. A situação está relacionada desde à escassez de água potável até a falta de acompanhamento nutricional e de pré-natal na gestação. Passa ainda pelos quadros de verminoses, malária e diarreia frequentes nas comunidades, sem ações preventivas de saúde fortes. “Desde 2019, relato as necessidades e pedimos socorro ao Governo”, diz Júnior Yanomami. “Agora está pior. Aumentou muito a desnutrição. Onde tem garimpo forte tem o problema da fome. E na pandemia aumentaram as invasões. Como eu vou explicar a fome dos Yanomami? Eles [os garimpeiros] sujam os rios, destroem a floresta, acabam a caça. Nós nos alimentamos da natureza”, explica o indígena.

     Os moradores da Maimasi são descendentes de um dos grupos mais afetados pela abertura da estrada Perimetral Norte (BR-210) na década de 1970, durante a ditadura militar. Naquela época, parte significativa do grupo morreu diante de surtos de sarampo e outras doenças levadas pelos trabalhadores das obras. Há anos, eles cobram um posto de saúde, mas por enquanto seguem dependendo de visitas esporádicas da equipe de saúde à comunidade. A situação que já era difícil ficou pior especialmente a partir do ano passado. As visitas diminuíram enquanto cresceram as atividades de garimpeiros ilegais, aumentando a chance de doenças transmissíveis e a violência. E os casos de malária, enfrentados pelos indígenas há décadas e considerados “endêmicos” pela Sesai, seguem crescendo. Segundo Júnior Yanomami, só neste ano já foram identificados cerca de 10.000 casos, o que corresponde a pouco mais de um terço de toda a população yanomami, de cerca de 29.000 pessoas. “A criança na foto provavelmente expressa esse somatório de tragédias”, afirma uma nota da Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana.

     Nosso território está vulnerável com tantos problemas ao mesmo tempo”.

     Os vários problemas sanitários, ambientais e sociais enfrentados não estão dissociados. O desmatamento na Amazônia no último mês de abril foi o maior em seis anos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O desmatamento tem crescido ano após ano, e o desequilíbrio ambiental interfere na alimentação dos povos da floresta, que se alimentam do que colhem, pescam e caçam nas comunidades mais isoladas. Em várias áreas, a presença de garimpeiros e madeireiros ilegais leva ainda à contaminação de rios com mercúrio, contribuindo para desnutrição, desidratação e diarreia.  Com os recursos diminuindo na floresta e a fome à espreita, alguns indígenas acabam trabalhando com não indígenas e aderindo a uma alimentação industrializada e menos nutritiva. “Não dá para generalizar que as crianças estão morrendo desnutridas, com fome. Tem esse problema onde há presença dos garimpeiros. Onde não tem garimpo as crianças estão saudáveis, comendo bem e cuidando de suas atividades. O que falta é assistência de saúde”, defende Kopenawa. “A vida do povo Yanomami está em risco. Nosso território está vulnerável com tantos problemas ao mesmo tempo.”

     Crianças do povo Sanöma, que vive na Terra Indígena Yanomami, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

     A escalada da violência com garimpos ilegais.

     Às crises sanitária e ambiental, soma-se ainda uma escalada de violência em algumas regiões. É o caso da comunidade indígena Palimiu, em Roraima. Há uma semana, a aldeia enfrenta ataques de garimpeiros, com tiros, bombas e gás lacrimogêneo contra os indígenas.  Na última terça, garimpeiros ilegais trocaram tiros com a Polícia Federal durante uma visita para averiguar as denúncias de ataques à aldeia. “Eu nunca tinha visto tantos tiros. Só em filme. Eles [garimpeiros] eram muitos e tinham armamento pesado”, conta Júnior Yanomami, que estava na comunidade naquele momento. No ano passado, os indígenas criaram uma barreira sanitária para evitar a passagem de garimpeiros e tentar frear a disseminação do coronavírus. Mas o rio Uraricoera, onde fica a barreira, é uma das principais rotas para a atividade. No dia 24 de abril, os Yanomami impediram a passagem de um grupo. Tentaram negociar para que não voltassem. A resposta, segundo Júnior Yanomami, veio meio hora depois, com tiros em direção à comunidade.     Os indígenas revidaram com flechas e tiros de espingarda.

     Os vários conflitos na última semana, segundo relatam os indígenas, deixaram três garimpeiros e um Yanomami feridos. Duas crianças teriam morrido afogadas enquanto fugiam dos tiros, segundo lideranças.  O último ataque, dizem, foi na noite de domingo. “É uma coisa muita séria. Todos lá estão com muito medo. Eu também fiquei”, emenda Júnior Yanomami. “Tem Yanomami correndo risco. Tenho medo de acontecer um massacre a qualquer momento. O Governo Federal tem que se mexer”, clama.

     Entidades indigenistas veem o posicionamento do presidente Bolsonaro, que já fez declarações contra a demarcação da terra indígena Yanomami e costuma defender a regularização do garimpo nos territórios, como um estímulo aos conflitos. Na última quarta-feira, o Exército até deslocou homens para a comunidade, mas os retirou horas depois. A 1ª Brigada em Boa Vista não respondeu à reportagem se reenviará os militares e o que motivou a retirada deles. A Polícia Federal, por sua vez, deve retornar para investigar o caso. Enquanto isso, os indígenas seguem em estado de alerta e medo, contam lideranças. Até que a situação se modifique, devem ficar também sem os serviços de saúde, já que a Sesai retirou os profissionais diante da gravidade da situação. “A unidade de atendimento será reaberta tão logo seja possível atuar em segurança”, afirma a secretaria, acrescentando que atendimentos de urgência serão realizados pontualmente no distrito sanitário indígena que fica fora do território. Já a Fundação Nacional do Índio não retornou os contatos da reportagem. “O clima é de medo. Muito medo. Agora só eles estão lá. Não tem PF, Exército nem Saúde. Estão sozinhos para defender a sua comunidade”, finaliza Júnior Yanomami.

 

     Comentário:

     Os índios brasileiros estão sendo massacrados pela fome, epidemias, contaminações, invasões, agressões, assassinatos, etc. Tudo isso, porque o governo de Jair Bolsonaro permite aos invasores das terras indígenas esse massacre que vai se tornar um genocídio étnico indígena.

     O maior facínora é aquele que extermina as etnias de maneira indireta através de terceiros ou priva esses povos de se alimentarem corretamente, é o caso dos garimpos, desmatamentos e incêndios criminosos, que o governo vem apoiando as invasões de grileiros, garimpeiros, devastadores de árvores através dos motosserras, tratores e correntes, e também, áreas para agropecuária em territórios do Amazonas e do Pantanal Mato Grosso, foram eles que privaram os índios de se alimentarem da caça e da pesca por ter envenenado as águas com metais pesados (mercúrio) e afastaram e mataram pelo desmatamento e incêndios os animais silvestres.

     Agora os índios estão a Deus dará, vivendo como párias, mendigos, favelados, aculturados. É muito triste ver essas nações indígenas em estado deplorável pela ambição e pelo poder do homem branco. Antigamente, esses índios eram fortes, sadios, viviam felizes porque tinha de tudo para viver e sobreviver através da natureza que lhes davam em abundância. Onde o homem branco chega destrói tudo, é um cupim querendo ser humanos mas na verdade não passam de monstros exterminadores da humanidade, do meio ambiente, e de si mesmo.

     Pobres povos indígenas que estão abandonados a própria sorte e o governo do faz de conta, faz que está protegendo mas está exterminando lentamente com a etnia indígena. Só Deus pode salvar os índios, e as florestas: Amazônica e a Atlântica e também o Pantanal; que estão sendo devastadas sem dó nem piedade.

     Cadê as autoridades internacionais que não ajudam e não criminalizam as autoridades pelo extermínio lento dos povos indígenas, estão todos de braços cruzados em cima do muro, mas vai chegar a vez da humanidade pagar pelas omissões e conivência com esses crimes de holocausto contra nações aborígenes.

     Com o avanço da destruição da floresta Amazônica em 2030 não haverá mais floresta e sim savanas amazonenses.

     A COP-26 e todos os seus membros são responsáveis pela destruição da floresta Amazônica e do Pantanal do Mato Grosso são todos coniventes com a política de extermínio da natureza de Jair Bolsonaro. Se esses membros da COP-26 quisessem acabar com a destruição da natureza aqui no Brasil, bastava fazer um boicote em todas as exportações (commodities) do Brasil, forçando o governo a reflorestar toda área que foi destruída pelo fogo e desmatamentos; e de imediato, acabar com os garimpos legais e ilegais, com as queimadas e cortes de árvores. Só depois de estabilizar o meio ambiente é que os países da COP-26 começariam a importar os produtos boicotados do Brasil. Por esta negligência das autoridades mundiais é que, no futuro próximo vão pagar caro pela displicência em suas ações neutras.

 

Ernani Serra

 

https://oglobo.globo.com/mundo/em-meio-cop26-desmatamento-na-amazonia-aumenta-5-bate-recorde-para-outubro-25274503

 

https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2021/01/bolsonaro-areas-indigenas-invasao-2020/

https://www.institutojurumi.org.br/2021/02/incendios-florestais-no-brasil.html

 

https://terrasindigenas.org.br/noticia/31836

 

Pensamento: O homem branco vive da miséria das nações indígenas.

 

Ernani Serra

 

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

 


DÁ A CZAR O QUE NÃO É DE CZAR


     Estamos participando de um esquema político em que, nesse país do faz de conta, tudo é permitido, nas altas esferas dos governos: políticos e judiciários.

     As autoridades estão com medo de o presidente Jair Bolsonaro dar um golpe ou um xeque-mate ditatorial no sistema do Estado Democrático de Direito pelo seu aparato militar dentro dos gabinetes e ministérios de seu governo, e é por isso, que estão engavetando os crimes do presidente e de seus filhos com relação a COVID-19, a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal e do seu filho nas Rachadinhas.

     A CPI da COVID-19 virou uma grande marmelada com muita gente processadas no papel, com dois grandes livros referentes aos processos e que, foram distribuídos para o STF, MPF, PGR, Câmara dos Deputados, a Polícia Federal, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas da União, a Defensoria Pública da União, o Tribunal Penal Internacional, os Ministérios Públicos estaduais, o Ministério Público Federal, e que, todos esses órgãos estão mudos e surdos, até na mídia deixaram de falar desse assunto, estão abafando o caso. Muitos crimes e nenhum punidos. Agora veio o STJ e anulou todos os crimes de Flávio Bolsonaro no processo das Rachadinhas no Rio de Janeiro, dizendo que o Juiz daquele Estado, e que, julgou o processo condenatório não tinha a competência por ser da 1ª Estância e achou por bem (STJ) encerrar o processo definitivamente. Estão todos os réus se tornando livres de suas acusações penais. Dois pesos e duas medidas.

     As instituições do Estado Democrático de Direito perderam a credibilidade nos julgamentos perante o povo brasileiro, os crimes se tornaram vantajosos pela incoerência de atos, ações e atitudes não condizentes com a ética jurídica e política. Os erros estão se tornando os acertos, o mal está se tornando o bem, a justiça está contribuindo com a impunidade em favor dos poderosos.

     Essas duas classes sociais estão vivendo nababescamente a custa da miséria do povo brasileiro, enquanto isso, o povo cada dia mais pobre, miserável, fica sem eira nem beira massacrado e pagando as dívidas dos políticos que retiram a última gota de sangue do trabalhador e passam com o rolo compressor das taxas, impostos, inflação, salários mínimos, combustíveis e eletricidade superfaturada, poder aquisitivo do trabalhador zero, etc., sobre esse povo escravo dos senhores todos poderosos. O governo prefere esmagar o povo a deixar de pagar (calote) ao FMI.

     Todas essas faltas de éticas políticas e jurídicas só servem para prejudicar o povo brasileiro que são os cobaias e bode expiatórios das corrupções dessa classe política que deveria estar dando exemplo de moral e honestidade ao seu povo. A lei é dura para os três “p”: putas, pobres e pretos.

 

Ernani Serra

 

https://g1.globo.com/politica/cpi-da-covid/noticia/2021/10/15/entenda-o-que-sao-os-11-crimes-que-a-cpi-da-covid-deve-atribuir-a-bolsonaro.ghtml

 

https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/11/4961874-flavio-bolsonaro-comemora-decisao-do-stj-de-encerrar-investigacoes-das-rachadinhas.html

 

https://www.conjur.com.br/2021-out-27/senadores-entregam-relatorio-final-cpi-covid-19-aras

 

Pensamento: Quem anda com porcos lavagem comem.

 

Ernani Serra

 

 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

 



TRAGÉDIA NO AR

 

    Aeronáutica começa a investigar o acidente que matou Marília Mendonça.

     As investigações tiveram início na manhã deste sábado (06/11) pelos militares do CENIPA, que estão em Piedade de Caratinga, recolhendo partes da aeronave.

     Avião que levava Marília Mendonça no mesmo local do acidente um dia depois da queda.

     O avião continua no mesmo local onde caiu, sob a vigilância de policiais civis e militares.

     O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) iniciou na manhã deste sábado (6/11), em Piedade de Caratinga, as investigações relacionadas ao  acidente aéreo que causou a morte da cantora Marília Mendonça e mais 4 pessoas na tarde de sexta-feira (5/11).

     As autoridades esclarecem que os procedimentos preliminares estão sendo feitos para buscar evidências sobre  o acidente. “Estamos fazendo uma ação inicial para termos a maior amplitude possível. A pesquisa vai ocorrer durante todo o dia. Não vamos fazer ou divulgar nenhuma análise no dia de hoje”, diz o tenente-coronel Oziel Silveira, coordenador das investigações.

      Cemig lamenta acidente após confirmar que avião de Marília atingiu a rede.

     Veja o que se sabe sobre o acidente aéreo que matou Marília Mendonça.

     Há dois anos, Marília Mendonça revelou o desejo de não viajar mais de avião.

     Ele explica que as investigações seguem as normas do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes    Aeronáuticos (SIPAER), cujo objetivo é verificar tudo aquilo que pode contribuir para a identificação dos fatores que contribuíram para o acidente.

     É importante ressaltar que a investigação não busca identificar culpados ou responsabilizar pessoas. Essa investigação busca resultados para evitar novos acidentes aéreos”, afirma.

      Os militares do CENIPA realizam as investigações com o suporte do Corpo de Bombeiros, porque o local onde se encontra o avião tem piso escorregadio, com o agravante de uma série de obstáculos naturais, como pedras e declives acentuados. Os investigadores não entraram no interior da aeronave, temendo o seu deslizamento.

     Caixa-preta

     O avião que transportava a cantora Marília Mendonça e seus produtores pertencia a PEC Táxi Aéreo Ltda, fabricado em 1984 pela companhia estadunidense Beach Aircraft, com capacidade para transportar 6 passageiros.

      Segundo o tenente-coronel Silveira, a legislação não obriga que esse tipo de aeronave seja equipado com caixa-preta, equipamento que serve para registrar mensagens enviadas e recebidas à torre de comando dos aeroportos.

     Mas o CENIPA já requisitou ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1) todas as mensagens trocadas entre os controladores de voo e o piloto do avião que caiu na Serra da Piedade.

     Os advogados de Marília Mendonça estiveram no local do acidente e recolheram bagagens e outros pertences da cantora e seus produtores. Eles levaram também um violão, uma agenda de Marília Mendonça e aparelhos celulares, intactos e ligados, com mensagens recentes, enviadas por familiares da cantora e de seus produtores.

 

     Comentário:

     O CENIPA, CINDACTA 1, e SIPAER deve investigar principalmente o abastecimento que o avião fez antes de decolar para ver se o combustível era suficiente para o avião chegar ao seu destino. Como o combustível está muito caro é possível e provável que o proprietário tenha feito um plano de voo com uma capacidade econômica para o destino.

     Sendo o piloto muito competente deveria estar ciente que a sua altura com relação às torres de eletricidade de alta tensão era muito perigoso voar abaixo de cem metros, portanto, o avião deveria estar a cem metros acima das torres, o piloto não iria cometer esse erro tão grave de voar próximo das torres, tudo indica que esse avião já vinha perdendo altitude por falta de combustível; e, bem próximo da pista de pouso não conseguiu chegar ao seu destino.

     O que mostra também que o avião não tinha combustível suficiente foi numa queda vertical não pegou fogo e nem explodiu ao cair sobre as pedras da cachoeira.

     Quanto ao tempo nublado ou falta de visibilidade o piloto iria optar pela altitude do avião por ser um local muito montanhoso, e não voar muito baixo é provável que o piloto estivesse ciente daquelas torres naquele trajeto porque era um piloto experiente e tinha muitos anos de voo. O erro não foi humano, acredito sim, um erro no cálculo de combustível. O avião era seguro e estava com todos os documentos em dia para voar.

     É lamentável a perda das cinco vítimas de um destino trágico e cruel.

     O mesmo aconteceu com o avião da La Mia que o próprio piloto e proprietário do avião vinham operando sempre no limite do combustível para economizar; o barato saiu caro. 

 

Ernani Serra

 

https://www.youtube.com/watch?v=tydBs5oCrtw

 

https://www.youtube.com/watch?v=-zjZYLApKos

 

https://www.youtube.com/watch?v=7lb_l09RMmw

 

https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2021/11/06/marilia-mendonca-aparece-com-uniforme-de-piloto-de-aviao-em-ultimo-clipe-que-lancou.ghtml

 

https://noticias.r7.com/brasilia/piloto-do-aviao-de-marilia-mendonca-morava-em-brasilia-05112021

 

https://www.nsctotal.com.br/noticias/quem-sao-as-outras-quatro-vitimas-de-acidente-de-aviao-que-matou-marilia-mendonca

 

Pensamento: A economia tem limites e quando há tragédias e sinistros o preço é muito caro.

 

Ernani Serra

 

 

domingo, 7 de novembro de 2021

 


A ÁGUA DO PLANETA É SEMPRE A MESMA?

 

     A quantidade existente na Terra é a mesma desde os tempos mais primórdios. Plantas, animais e, inclusive, você, leitor, têm água armazenada (cerca de 65% do corpo é H2O, diga-se de passagem). O fenômeno faz parte do ciclo hidrológico, movimento contínuo das águas presentes em oceanos, atmosferas e continentes, explicam os professores Paulo Roberto Moraes, do Departamento de Ciências do Ambiente da PUC-SP, e Luiz Sérgio Philippi, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC.

     Nesse ciclo, a água presente na Terra é sempre a mesma, mas capaz de estar presente em diferentes estados em momentos distintos. Assim, a água das calotas polares que derretem hoje, amanhã evapora para as nuvens, posteriormente vira chuva e volta para o solo, dando início ao seu percurso novamente. Seguindo o mesmo raciocínio, o copo d’água bebido por um indivíduo hoje de manhã evapora pela transpiração à tarde, vai virar chuva e matar a sede de uma plantação de soja daqui algum tempo, dentro de um sistema no qual toda a natureza está interligada.

     Vale ressaltar que existem períodos de oscilação desse ciclo, no qual há momentos em que há mais evaporação, mais chuva ou retenção d’água por parte do solo ou das calotas polares. Hoje vivemos uma época em que os três estados estão equilibrados.

     Mas se a quantidade é sempre a mesma, por que tanta preocupação com a falta d’água no planeta? “A quantidade de água é a mesma, a qualidade que é diferente. Hoje, estamos perdendo em qualidade”, afirma Philippi. E a poluição é uma das principais culpadas disso.

 

     Comentário:

     Nós habitantes temos o planeta água a nossa disposição, mas, infelizmente, não estamos dando as devidas importâncias para esse precioso líquido que é a riqueza do planeta Terra, sem esse líquido jamais teríamos existido e muito menos a fauna e a flora, esse planeta seria hoje, um deserto sem vidas. A água é uma dádiva divina e o planeta é um paraíso dos deuses.

     O homem com sua modernidade e explosão demográfica está destruindo esse paraíso e transformando numa pocilga e num planeta infernal, a caminho da sua autodestruição.

     A água do planeta continua a mesma desde o princípio, só que, o homem, está transformando esse líquido em venenos e poluições.

     No passado quando a população era pequena e sustentável para o planeta, os rios e mares eram limpos e repletos de vidas aquáticas e marinhas.

     As populações atuais estão bebendo águas contaminadas com metais pesados e coliformes fecais e morrendo lentamente com doenças.

     Os rios e as nascentes estão secando a cada dia que passa com o desmatamento e queimadas nas florestas.

     Os aquíferos já não têm a mesma qualidade e pureza, pois, estão recebendo da superfície águas poluídas e envenenadas por metais pesados, a terra é como um filtro esponjoso que leva para os aquíferos toda impureza do solo através da água. Com a explosão demográfica insuportável e em expansão contínua está diminuindo a quantidade e a qualidade da água subterrânea também, sem falar na poluição de plásticos que estão contaminando os mares e rios com os microplásticos.

     Os microplásticos são consumidos pela fauna aquática e por aves que se contaminam e muitas vezes morrem ou esses animais são consumidos pelo homem e os microplásticos chegam ao organismo humano. ... Em oceanos profundos, cada grão de areia do fundo marinho continha cerca de 14 partículas de microplástico.

     Temos a poluição e o envenenamento dos rios através de metais pesados usados nos garimpos e nas mineradoras de exportação. Esses metais pesados (mercúrio e outros) estão deixando as águas dos rios estéreis (sem vidas aquáticas) e também prejudicando as vidas dos índios e ribeirinhos que não podem mais pescar pois os peixes estão contaminados (envenenados).

     Pela insanidade do homem em destruir o meio ambiente é que, está havendo o Aquecimento Global e com isso, as águas dos rios estão secando e dos mares também, enquanto isso as calotas polares estão se derretendo e aumentando o nível dos mares. O planeta está um caos, só não vê são os que são cegos, mudos e surdos.

     Apesar de o planeta ter uma quantidade de água com suas metamorfoses: sólido, líquido e gasoso, e que, é a mesma no tempo e no espaço, não quer dizer que esse líquido não esteja hoje, em déficit, por causa do consumo humano exagerado, das irrigações, criações de animais, hidrelétricas, etc., dentro das necessidades da explosão demográfica em expansão.

     A quantidade e a qualidade de água do planeta já não é a mesma do começo da criação planetária, o homem está destruindo tudo que Deus criou e ofertou de graça a esse demônio, monstro, cego, que não está vendo o abismo que ele mesmo criou e vai cair nele.

    

Ernani Serra

 

https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD/article/viewFile/1287/1162

 

https://www.netflix.com/watch/80164032?trackId=14170286&tctx=7%2C1%2C3f6df8b0-fd7c-478f-b8c0-a2bf49865f85-102286738%2C3cf1df1d-6375-4115-acd5-706011fe55ec_67495198X3XX1635706624700%2C3cf1df1d-6375-4115-acd5-706011fe55ec_ROOT%2C

 

https://www.netflix.com/watch/80216393?trackId=14170286&tctx=7%2C2%2Cc9f1ffe9-2e6d-49bc-bb83-e022e2763e11-81480596%2C3cf1df1d-6375-4115-acd5-706011fe55ec_45811023X3XX1635706831640%2C3cf1df1d-6375-4115-acd5-706011fe55ec_ROOT%2C

 

https://www.netflix.com/watch/81326710?trackId=14170286&tctx=2%2C0%2Ce7109dbe-4dbe-4cb3-93a8-7f4682349243-26808692%2Cb140288b-fc4c-4a12-a6c0-d48c2c9227dd_28706907X3XX1636256817860%2Cb140288b-fc4c-4a12-a6c0-d48c2c9227dd_ROOT%2C



Pensamento: Água poluída e envenenada é o fim da humanidade e de toda vida na flora e fauna.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

sábado, 6 de novembro de 2021

 


MUNDO NEBULOSO

 

          COP26 tem início nebuloso após reunião fraca de líderes do G20.

     Reunião das 20 maiores economias do mundo terminou sem criação de imposto mínimo ou novas metas pelo clima.

     01/11/2021 às 09:02

     Foi na cidade de Glasgow que o engenheiro escocês James Watt melhorou o funcionamento da máquina a vapor e, involuntariamente, deu início à Revolução Industrial. Ele nunca poderia ter imaginado que os humanos queimariam tanto carvão, óleo e gás nos próximos dois séculos que colocariam em perigo o clima.

     Agora, mais de 120 líderes falarão a partir desta segunda-feira () na mesma cidade para iniciar as negociações climáticas da COP26, onde definirão o tom para duas semanas de negociações que podem terminar com um plano para descarbonizar rapidamente o planeta – ou fazer declarações aguadas para atrasar o que a ciência mostra que é necessário, possivelmente adiando até que seja tarde demais.

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     Líderes e especialistas em clima estão classificando a COP26 como a última melhor chance do mundo para enfrentar a crise climática. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, cujo governo está patrocinando as negociações, alertará nesta segunda que a humanidade atrasou o tempo com a mudança climática.

     COP26 é o momento para o Brasil ganhar centralidade, diz especialista.

     Falta um minuto para a meia-noite e precisamos agir agora”, disse ele em discurso de abertura, segundo declarações enviadas a jornalistas.

     Temos que passar de conversa, debate e discussão para ação no mundo real sobre carvão, carros, e árvores. Não mais esperanças, alvos e aspirações, por mais valiosos que sejam, mas compromissos claros e cronogramas concretos para mudanças.”

     A reunião dos líderes do G20 que terminou em Roma neste domingo (31/11) sugere que os líderes estão finalmente ouvindo a ciência, mas eles ainda não têm unidade política para tomar as decisões ambiciosas necessárias para enfrentar o momento.

     A COP26 reúne cerca de 25 mil pessoas para um dos maiores eventos internacionais desde o início da pandemia – e acontece depois de um ano de condições meteorológicas extremas que ceifaram centenas de vidas em lugares inesperados que pegaram até cientistas do clima desprevenidos.

     O último relatório de ciência climática da ONU publicado em agosto deixou claro o que precisa acontecer: limitar o aquecimento global para o mais próximo possível de 1,5 graus Celsius acima das temperaturas pré-industriais para evitar o agravamento dos impactos da crise climática.

     Para fazer isso, o mundo deve reduzir as emissões pela metade na próxima década e, em meados do século, chegar a zero líquido – onde as emissões de gases de efeito estufa não são maiores do que a quantidade removida da atmosfera.

     Toda essa linguagem estava no comunicado dos líderes do G20, incluindo o reconhecimento de que, para atingir zero líquido em meados do século, muitos países membros precisarão colocar em prática suas promessas de redução de emissões, conhecidas como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), ao longo desta década.

     Mas o fracasso em colocar uma data final para o uso de carvão – o maior contribuinte individual para a mudança climática – e em fazer com que todos os países se comprometam firmemente com o zero líquido até 2050 (em oposição a 2060, como China, Rússia e Arábia Saudita se comprometeram) mostra que os países que usam e produzem combustíveis fósseis ainda têm uma grande influência nos acordos globais sobre o clima.

     Na verdade, a tão esperada nova promessa de emissões da China apresentada na semana passada foi apenas uma fração maior do que a anterior.

     O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse neste domingo que não estaria “fortemente armado” para zero líquido até 2050. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, não mostrou interesse em deixar o carvão para a história.

     A Índia não fez nenhuma promessa de líquido de zero e, como disse o legislador europeu Bas Eickhout à CNN, é uma das poucas nações que se opõe à data para a eliminação progressiva do carvão.

     Michael Mann, um importante cientista da Universidade Estadual da Pensilvânia, disse que é promissor que os líderes reconheçam que precisam fazer mais nas emissões nesta década, mas o que é importante é garantir que todos os grandes emissores tenham planos consistentes em manter o aquecimento abaixo de 1,5 grau Celsius.

     “E também o fechamento da “lacuna de implementação”. Ou seja, fechar a lacuna entre o que os chefes de estado se comprometeram nominalmente e o que estão realmente fazendo”, disse Mann.

     Mann alertou que a COP26 não deve ser uma cúpula para táticas de adiamento e disse que ainda tem esperança de que os países possam concordar com a eliminação do carvão nas negociações, mesmo que os líderes do G20 não cheguem a um acordo sobre esse ponto.

     “A própria Agência Internacional de Energia disse que não pode haver uma nova infraestrutura de combustível fóssil se quisermos evitar um aquecimento perigoso. E os países do G7 se comprometeram a eliminar o carvão e encerrar o apoio a novos projetos de carvão no início deste verão”, disse Mann.

     Precisamos ver compromissos semelhantes dos países do G20, incluindo um cronograma acelerado para a eliminação gradual do carvão.”

     Promessas do G20 “não são ambiciosas o suficiente.     A declaração do G20 comprometeu-se a acabar com o financiamento do carvão no exterior até o final deste ano. O presidente chinês, Xi Jinping, na Assembleia Geral da ONU em setembro, anunciou o fim do financiamento chinês ao carvão internacional, tirando o maior financiador global de projetos de carvão.

     Helen Mountford, vice-presidente de clima e economia do Instituto de Recursos Mundiais, disse que o acordo e as atuais promessas de emissões não são ambiciosos o suficiente para evitar os níveis mais perigosos de aquecimento e muitos, provavelmente, não conseguirão colocar os países no caminho de líquido zero.

     “Para manter a meta de 1,5°C ao alcance, os países precisam definir metas climáticas para 2030 que traçam um caminho realista para cumprir esses compromissos de líquido de zero”, disse ela em um comunicado.

     Atualmente, vários países do G20 não estão em uma trajetória confiável para atingir suas metas líquidas de zero, incluindo Austrália, Rússia, China, Arábia Saudita, Brasil e Turquia.”

     “Isso não é nem de perto o suficiente.”

     O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse neste domingo que estava deixando Roma “com minhas esperanças não realizadas, mas pelo menos não estão enterradas”. Ele estava esperançoso de que Glasgow ainda pudesse “manter viva a meta de 1,5 grau”. Os comentários de Guterres refletem o humor de muitos na COP26.

     Se o G20 não puder definir uma data final para o carvão e fazer um compromisso firme de zero líquido, há uma sensação de que envolver o mundo todo nessas questões-chave simplesmente não acontecerá.

     Também existe uma questão de confiança. O mundo desenvolvido prometeu há mais de uma década que iria transferir US$ 100 bilhões por ano para o Sul Global para ajudá-lo a fazer a transição para economias de baixo carbono e se adaptar ao novo mundo da crise climática.

     Essa meta não foi cumprida no ano passado, e um relatório da presidência da COP26 publicado na semana passada mostrou que ela não seria cumprida até 2023, com as atuais promessas em mãos.

     Mohamed Nasheed, ex-presidente das Maldivas que lidera o Fórum de Vulnerabilidade ao Clima, lamentou a falta de ação na declaração do G20, especialmente sobre o fracasso na eliminação do carvão.

     As Maldivas são uma nação na linha da frente na crise climática e corre o risco de ser submersa pelo aumento do nível do mar até o final do século.

     Este é um começo bem-vindo”, disse Nasheed em um comunicado. “Mas isso não impedirá que o clima aqueça mais de 1,5 graus e devastem grandes partes do mundo, incluindo as Maldivas. E então, claramente, isso não é o suficiente.”

     Líquido zero, a eliminação do carvão e o financiamento do clima ainda serão uma prioridade para os negociadores.

     Outras áreas que podem ser bem-sucedidas são um acordo sobre o fim e reversão do desmatamento até 2030 e movimentos em torno de acelerar a transição para veículos elétricos em todo o mundo.

     Tom Burke, co-fundador do grupo de reflexão climática E3G, foi mais otimista, dizendo que a declaração do G20 mostrou uma mudança de pensamento entre os líderes em torno da urgência da crise climática.

     A grande vitória é essa mudança no foco de 2050 para 2030. Acho que é uma grande vitória importante”, disse ele à CNN.

     “É um começo melhor do que esperávamos. O acordo político alcançado no G20 criará ímpeto político quando os líderes se reunirem para iniciar a COP.”

     Comentário:

     A meu ver, todo esse blá, blá, blá, em torno da Crise Climática Mundial não só no G20 como em outros grupos anteriores, não passaram de um grande fiasco, uma utopia para o futuro.

     O planeta está precisando de ações para ontem e não para 2030 e 2050. O planeta está se deteriorando e pedindo socorro e vocês homens de pouca fé e cegos, foi os responsáveis por tudo isso, não estão vendo o que se passa porque estão no êxtase dos lucros e na usura do mercado mundial.

     Mesmo que vocês os mais ricos do mundo e que, controlam tudo e todos, começassem a fazer o certo, hoje, e isso não passaria de uma gota d’água no oceano dos problemas da Crise Climática Mundial.

     Vocês, homens dos aglomerados financeiros não estão vendo que a humanidade é que é responsável por tudo isso que está acontecendo na natureza e no meio ambiente! Mesmo que zerássemos os combustíveis fósseis no planeta, o homem continuaria a sua explosão demográfica em expansão de bilhões de pessoas por ano, e o planeta continuaria sujo, envenenado, produzindo CO2. A alta concentração de dióxido de carbono leva à poluição do ar, formação de chuva ácida e desequilíbrio do efeito estufa (com consequente elevação da temperatura da Terra), que traz consigo o derretimento de calotas de gelo e a elevação dos níveis oceânicos, resultando em uma grande degradação ambiental.

     Vocês do G20 reclamam do governo do Brasil que não está cumprindo com as metas desejadas no controle da emissão de carbono, mas, as grandes potências mundiais são responsáveis pela falta de compromisso do governo brasileiro (Jair Bolsonaro) quando compram as commodities do Brasil sabendo que esses produtos estão contribuindo pelo desmatamento, queimadas, e pelo aquecimento global, se vocês do G20 quisessem realmente que o Brasil se comprometesse com as soluções da COP26 fariam um boicote internacional com os produtos das commodities brasileiras até que o governo se interessasse pelos problemas e começasse a resolver internamente, inclusive no reflorestamento de todas as áreas queimadas e devastadas pela ação do homem. Só assim, teríamos uma floresta em pé e protegida pelas leis ambientais de verdade e não as que estão no papel em prol dos ruralistas e contra os índios, os ribeirinhos, e toda a fauna e flora das florestas: Amazônica e Atlântica e do Pantanal do Mato Grosso.

     Não é só o clima que está em perigo são todas as vidas contidas nesse planeta, animais e vegetais correm o risco de extinção em 2100.

     Só tem um jeito para conter a destruição de todos os seres vivos e do planeta Terra. Esterilizar 90% de toda humanidade e também, diminuir a explosão demográfica o mais breve possível. Com menos gente no planeta o planeta se tornaria sustentável, limpo, com pouquíssimas indústrias e veículos; o ar, a terra, as águas, limpas e saudáveis. O importante seria que continuassem a não terem mais filhos e os poucos que fossem férteis só deveriam ter um filho ou nenhum. O planeta Terra ia agradecer e o homem teria uma vida longa e saudável.

 

Ernani Serra

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=pocilga

 

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Pensamento: A humanidade é responsável pela pocilga do planeta Terra.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

sábado, 30 de outubro de 2021

 


RACHADINHAS


     Alcolumbre recebeu ao menos R$ 2 milhões em "rachadinhas", diz Veja.

     O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) recebeu pelo menos R$ 2 milhões por meio do esquema de "rachadinhas", publicou a edição da Veja desta semana.      A revista diz que seis moradoras do Distrito Federal foram contratadas como assessoras do parlamentar, mas que nunca trabalharam para o Senado.

     Elas tinham vencimentos entre R$ 4 mil e R$ 14 mil, porém, não recebiam os valores de forma integral.

     Após serem admitidas, diz a revista, as funcionárias fantasmas abriam uma conta em um banco e entregavam o cartão a uma pessoa de confiança do senador que sacava os salários e benefícios a que teriam direito.

     Em troca, elas recebiam uma gratificação que, às vezes, não chegava a 10% do salário. Segundo a Veja, a prática começou em janeiro de 2016 e funcionou até março deste ano. O senador presidiu a Casa de 2019 a 2021. Os relatos à revista foram feitos pelas próprias mulheres.

     Em nota publicada nesta sexta-feira (29/10/2021), o senador Davi Alcolumbre disse desconhecer o esquema de rachadinha em seu gabinete. O ex-presidente do Senado afirmou não ter envolvimento com as informações relatadas.

     "Nunca, em hipótese alguma, em tempo algum, tratei, procurei, sugeri ou me envolvi nos fatos mencionados, que somente tomei conhecimento agora, por ocasião dessa reportagem. Tomarei as providências necessárias para que as autoridades competentes investiguem os fatos”.

     Atualmente, Alcolumbre preside a CCJ (Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça), uma das mais importantes do Senado. Nos últimos meses, ele tem sido criticado por travar a votação da indicação de André Mendonça para o STF (Supremo Tribunal Federal).

     Ainda na nota, ele afirmou que a reportagem se trata de uma "orquestração por uma questão política e institucional da CCJ e do Senado Federal".

     O esquema da "rachadinha", que consiste na prática de um servidor público ou prestador de serviços da administração desviar parte de sua remuneração a políticos e assessores, também já foi denunciado em outros gabinetes, como no caso do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), quando era deputado estadual no Rio, e no do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

     Comentário:

     Se realmente ocorreu no Senado Federal com o ex-presidente Davi Alcolumbre e a revista VEJA tomou o depoimento das vítimas, tudo indica que, não foi nenhuma armação política, pois, a revista VEJA não iria documentar e nem publicar uma matéria Fake News e sem as devidas provas. Uma das vítimas lesadas pelo referido senador da República do Brasil não entregou a senha e nem o cartão de crédito que em última análise pode provar a existência de rachadinha um crime de lesa ao funcionalismo público, ou seja, crime de peculato-desvio, extorsão perante ameaça, chantagem com as vítimas, de acordos ilícitos e imorais.

     Esses comportamentos desses parlamentares com intenção de usurpar os direitos adquiridos dos funcionários ou dos fantasmas é imoral e antiético, é burlar e denegrir a imagem da própria Casa onde trabalham. Essa prática vergonhosa já está virando moda no Brasil. Esses parlamentares deveriam estar dando exemplos de honestidade e ética de suas ações perante o povo que os elegeram. Se os políticos cometem tais crimes, então, estão dando margem para que a população também se torne imoral e antiético em suas ações cotidianas. Se forem investigar a fundo, talvez, encontrem muito mais sujeiras referentes às rachadinhas em todo território brasileiro. Esses acontecimentos atuais talvez sejam a ponta de um iceberg.

     A impunidade é responsável por tudo o que está acontecendo nos bastidores do Congresso Nacional, na Câmara de Vereadores e Assembleias Legislativas, esses políticos que cometem tais crimes se escondem no escudo das imunidades e prerrogativas dos parlamentares, que são aplicáveis a deputados, senadores e vereadores; outras se dirigem apenas às duas primeiras classes de parlamentares. Por conta disso, as imunidades e as prerrogativas dos senadores e deputados serão analisadas separadamente das que são afeitas aos vereadores. Se os parlamentares cometem um crime, então, devem pagar pelas suas más ações, e não, ser protegido por leis que se tornam corruptas, coniventes, e imorais ao acobertar o transgressor. Esse privilégio ou discriminação aos parlamentares fere a Constituição Federal que diz: perante a lei, todos os indivíduos são iguais.

 

Ernani Serra

 

https://oglobo.globo.com/politica/esquema-de-rachadinha-no-gabinete-de-alcolumbreno-senado-rendeu-2-milhoes-diz-revista-25256621

 

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2021-10/ex-presidente-do-senado-nega-corrupcao-e-fala-em-campanha-difamatoria

 

https://radiojornal.ne10.uol.com.br/noticia/2021/07/05/o-que-e-rachadinha-entenda-o-que-significa-esquema-pelo-qual-familia-bolsonaro-e-investigada-212545

 

https://www.youtube.com/watch?v=Ydeb7hTwCmo&t=10s

 

https://professoraalice.jusbrasil.com.br/artigos/315644894/das-imunidades-e-prerrogativas-dos-parlamentares

 

     Pensamento: As leis com privilégios de imunidades e prerrogativas parlamentares deixam margens para os crimes e fere a Constituição Federal.

 

Ernani Serra