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segunda-feira, 25 de maio de 2026



A IA E OS DESVIOS DE VERBAS PELAS EMPREITEIRAS

 

 

     O custo da obra concluída foi estimado em cerca de 76 milhões de cruzeiros da época, valor que hoje equivaleria a aproximadamente R$ 26 milhões. Fui informado por um oficial do Exército que com a metade da verba empregada em uma das verbas anteriores deu para construir e finalizar a obra do açude de Gargalheiras em 1959. Veja em quanto o Brasil foi roubado pela empreiteira Inglesa Charles H. Walker & Co. Ltda.

     **Açude Gargalheiras (RN):** investimento de Cr$ 12 milhões; cerca de metade desviada.

     História Completa da Construção

     A idealização e a execução do reservatório atravessaram a primeira metade do século XX:

     1908–1909 (Primeiros Passos):

     O engenheiro Ignácio Ayres de Souza realizou os estudos iniciais para conter as águas do Rio Acauã. Uma pequena estrutura de alvenaria foi erguida como teste de viabilidade.

     1920–1922 (A Era Inglesa):

     A Inspetoria Obras Contra as Secas (IOCS) contratou a construtora britânica Charles H. Walker & Co. Ltda.. Eles trouxeram maquinário pesado e ergueram as primeiras vilas. Contudo, com o término do governo de Epitácio Pessoa, os repasses financeiros federais minguaram e as obras foram paralisadas.

     O Mito do Ouro e o Abandono: Durante as três décadas de paralisação total (entre 1925 e 1955), o canteiro de obras permaneceu abandonado com equipamentos ingleses expostos ao tempo. Surgiu na região o mito popular de que os ingleses teriam paralisado as escavações propositalmente após descobrirem jazidas de ouro na fundação da rocha. 

     1955–1959 (A Conclusão com o Exército): Diante do impasse com empreiteiras civis, o presidente potiguar Café Filho repassou a responsabilidade ao Exército Brasileiro. O 1º Agrupamento de Engenharia e Construção, liderado pelo Major Ary de Pinho, assumiram os trabalhos.

     A estrutura antiga foi demolida, dando lugar a uma moderna barragem em arco com estilo arquitetônico brutalista. A obra foi formalmente inaugurada pelo DNOCS em 27 de abril de 1959, recebendo o nome oficial de Açude Marechal Eurico Gaspar Dutra.

     Reformas e Acontecimentos Recentes

     O açude passou a exigir atenção de engenharia e ganhou enorme projeção cultural nos últimos anos:

     Monitoramento e Segurança: O reservatório passou por vistorias técnicas do DNOCS e órgãos estaduais para checar a estabilidade de sua parede de concreto. Intervenções de manutenção preventiva foram focadas nas comportas, válvulas de dispersão e no túnel interno de inspeção técnica.

     Patrimônio Histórico e Cultural: Em 2023, o complexo do Gargalheiras foi oficialmente tombado como patrimônio histórico, geográfico, paisagístico, ambiental e turístico do Rio Grande do Norte. O local também serviu de cenário para produções cinematográficas brasileiras de destaque, como o filme Bacurau (2019).A

     "Sangria" Histórica: Após enfrentar severos períodos de seca severa que o deixaram completamente vazio, o açude voltou a atingir sua capacidade máxima de 44 milhões de metros cúbicos, transbordando e gerando o famoso espetáculo visual da queda d'água conhecido localmente como "véu de noiva". Detalhes e registros deste evento histórico de ressurgimento hídrico podem ser lidos diretamente no portal do Potiguar News e em crônicas regionais da jornalista Gláucia Lima.

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=MfAGx6ZZRcQ

 

https://www.google.com/search?q=Qual+foi+o+custo+da+obra+do+a%C3%A7ude+de+Garbalheiras+constru%C3%ADda+pelo+Ex%C3%A9rcito%3F&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&oq=Qual+foi+o+custo+da+obra+do+a%C3%A7ude+de+Garbalheiras+constru%C3%ADda+pelo+Ex%C3%A9rcito%3F&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOdIBCjQ1Mjg0ajBqMTWoAgiwAgHxBTnIuMoYLMQ7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

 

https://www.facebook.com/watch/?v=450215557719176

 

https://tokdehistoria.com.br/2015/01/19/fotos-da-construcao-do-acude-gargalheiras-simbolo-do-serido-potiguar/

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Gargalheiras

 

Pensamento: Viver feliz não é mais do que viver com honestidade e retidão.

 

Cícero