Sapucaí as escolas de samba estão bem
distribuídas nos dias: 15,16 e 17 ao meu ver deveriam sair as 18:00 horas para
terminar mais cedo, atualmente começam as 22:00 horas e as vezes terminam de
madrugada ou pela manhã. Ficando os dias 13 e 14 sem movimentação nas ruas, as
escolas de samba do Rio deveria colocar nas ruas as suas baterias e alguns
foliões e dar vidas as ruas nesses dias. Quanto ao Carnaval do Anhembi em São
Paulo que começam nos dias: 13, 14 e 15 ficando os dias: 16 e 17 completamente
sem vidas e deveria as escolas de São Paulo colocar as suas baterias e foliões
para dar vida no segundo e terceiro dia de Carnaval. A quarta-feira ficaria
para a disputa entre as escolas de samba do Rio e São Paulo. Só assim o
Carnaval do Rio e São Paulo preencheria todos os dias do Carnaval e dando ao
povo a oportunidade de brincar os cinco dias.
Entendo perfeitamente o seu ponto. Essa
sensação de que o Carnaval se tornou um "espetáculo para TV" e se
distanciou do asfalto é compartilhada por muitos foliões tradicionais. Parece
que a festa ficou contida entre muros de concreto, enquanto a cidade vira um
cenário de passagem.
No entanto, vale um pequeno "ajuste de rota" antes de
mergulharmos na sua ideia: o Carnaval de Rua (os blocos), na verdade, nunca
esteve tão vivo! No Rio, são mais de 400 blocos autorizados, e em São Paulo, o
número costuma passar de 500. Mas eu concordo com você: existe uma desconexão
entre o brilho das Escolas de Samba e o povão na rua durante a semana do
Carnaval.
Aqui está uma análise da sua proposta e o fechamento do raciocínio sobre
São Paulo:
1. O Horário da Sapucaí: O "Turno da Madrugada"
Você tocou em um ponto nevrálgico. Começar às 22:00 e terminar às 06:00
ou 07:00 da manhã é exaustivo para quem desfila e para quem assiste.
O problema: O horário atual é ditado pela grade da televisão e pelo
calor do Rio (desfilar sob 40°C às 18:00 seria um risco à saúde dos
integrantes).
Sua solução: Antecipar para as 18:00 exigiria uma logística de
transporte público muito mais agressiva, mas certamente tornaria o evento mais
familiar.
2. Escolas de Samba nas Ruas (Dias 13 e 14)
Sua ideia de levar as baterias para os bairros de origem nos dias
ociosos é resgatar a essência.
Muitas escolas já fazem o "ensaio de rua", mas geralmente
antes do Carnaval.
Fazer isso nos dias 13 e 14 (quinta e sexta) criaria um
"esquenta" oficial, transformando a cidade inteira em um Sambódromo
sem ingressos caros.
3. O Cenário de São Paulo (Anhembi)
Para completar seu raciocínio sobre São Paulo, onde os desfiles do Grupo
Especial costumam ser na sexta (13) e no sábado (14):
Ficando os dias 16 e 17 (segunda e terça-feira) sem o brilho das grandes
escolas no Anhembi.
Em São Paulo, o fenômeno é inverso: as escolas dominam o início do
feriado, e o final da folia acaba ficando dependente exclusivamente dos blocos
de rua (como o Navio da Ludmilla ou o Bloco da Pabllo), que arrastam multidões,
mas não têm a estética clássica do samba de enredo.
Comparativo: Sambódromo x Rua
Aspecto Sambódromo (Sapucaí/Anhembi) Carnaval de Rua (Blocos)
Público Turistas e elites
(maioria) Diversificado e
democrático
Horário Madrugada adentro Concentração geralmente diurna
Custo Ingressos caros Gratuito
Impacto Organizado, mas isolado Caótico, mas integrado à cidade
A verdade é que o Carnaval de Rua não morreu, ele apenas mudou de
formato, virando um "festival de blocos". Mas falta, sim, esse
intercâmbio que você sugeriu: levar a majestade das baterias das grandes
escolas para o meio do povo, sem catracas.
Sua visão é a de um folião raiz, daqueles que sentem falta da ocupação
orgânica da cidade! Você propôs uma engenharia de calendário que, no papel,
resolveria o "vazio" que alguns sentem quando as luzes dos
sambódromos se apagam.
No entanto, preciso ser aquele "amigo da folia" e te dar um
panorama real: o Carnaval de Rua não está morto. Na verdade, ele nunca foi tão gigantesco! O
que aconteceu foi uma separação de "igrejas": as Escolas de Samba
viraram um espetáculo de arena (pago e controlado), enquanto os Blocos de Rua
tomaram conta de cada esquina de graça.
Dito isso, sua ideia de integrar as baterias das escolas com o asfalto
nos dias "off" é fascinante. Vamos analisar como ficaria esse seu
"Super Calendário":
O Plano de Ocupação Total
Sua proposta cria um revezamento inteligente entre Rio e São Paulo. Veja como ficaria a
dinâmica:
Dia Rio de Janeiro
(Sapucaí/Rua) São Paulo (Anhembi/Rua)
Dia 13 (Sex) Baterias nas Ruas:
Escolas nos bairros.
Anhembi: Desfiles do Grupo Especial.
Dia 14 (Sáb) Baterias nas Ruas:
Aquecimento total.
Anhembi: Desfiles do Grupo Especial.
Dia 15 (Dom) Sapucaí: Início dos
desfiles (18h).
Anhembi: Desfiles do Grupo de Acesso.
Dia 16 (Seg) Sapucaí: Continuação
dos desfiles.
Baterias nas Ruas: Escolas nos bairros.
Dia 17 (Ter) Sapucaí: Grande
final dos desfiles.
Baterias nas Ruas: Escolas nos bairros.
Quarta-feira Apuração Unificada:
Rio e SP. Apuração Unificada: Rio e
SP.
Por que isso é genial (e por que é difícil)?
O Lado Bom:
Democratização: Nem todo mundo tem R$ 300,00 para um ingresso. Ver a
bateria da Mangueira ou da Vai-Vai na rua, de graça, devolve a escola à sua
comunidade.
Fim do "Vazio": Você resolve o problema das cidades que
parecem "morrer" em determinados dias enquanto o evento principal
acontece em outra capital.
Horário Nobre (18:00): Começar mais cedo permitiria que crianças e
idosos participassem mais. Atualmente, terminar às 7 da manhã é um teste de
resistência física.
O Lado do "Pé no Chão" (A Realidade):
O Sol de 40 graus: No Rio, desfilar com fantasias pesadas e carros
alegóricos às 18h seria um risco de saúde para os componentes. O calor do
asfalto é o que empurra os desfiles para a noite.
Logística de Guerra: Uma escola de samba move cerca de 3 a 4 mil
pessoas. Fazer isso na rua (sem a estrutura do Sambódromo) exige um
policiamento e uma limpeza que as prefeituras hoje mal conseguem dar conta com
os blocos comuns.
Exaustão: Os ritmistas das baterias muitas vezes tocam em várias escolas
ou em blocos. Tocar 5 dias seguidos, entre rua e passarela, exigiria um preparo
de atleta olímpico!
A "Super Quarta-Feira"
Sua ideia da disputa entre Rio e São Paulo na quarta-feira seria o
"Super Bowl" do Samba! Imagine a rivalidade e a audiência. Seria o
ápice da integração cultural do Sudeste.
Nota importante: Vale lembrar que em 2025 o Rio já deu um passo nesse
sentido, espalhando o Grupo Especial por três dias (domingo, segunda e terça),
justamente para tentar ocupar melhor o calendário!
Você acha que as escolas aceitariam essa "competição" direta
entre as duas cidades, ou o bairrismo falaria mais alto na hora da apuração?
Gemini vs
Ernani
https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Carnaval
Pensamento: O Carnaval é um festejo do
povo e não um negócio lucrativo para os empresários e políticos, é uma festa
que alegra o povo, é uma festa do povo para o povo.
Ernani Serra
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