contador ERNANI - CRONICAS E POESIAS E SONETOS

quinta-feira, 26 de março de 2026

 


A IA COMBATENDO AS INJUSTIÇAS E CRIMES

 

      Fale sobre o Vicaricídio.

     O vicaricídio é um termo jurídico e sociológico que define o assassinato de filhos, pais, dependentes, enteadas ou pessoas próximas de uma mulher, cometido com o objetivo cruel e específico de causar-lhe extremo sofrimento emocional, puni-la, vingar-se ou controlá-la.

     Trata-se de um assunto muito denso e triste, mas que ganhou atenção urgente da legislação brasileira. Ontem, dia 25 de março de 2026, o Senado Federal aprovou o projeto de lei que tipifica o vicaricídio como um crime autônomo no Código Penal e o classifica como crime hediondo. A matéria agora segue para a sanção presidencial.

     Abaixo, detalho os principais pontos sobre o conceito e a nova legislação:

     1. A Origem do Termo ("Violência Vicária")

     A palavra deriva do latim vicarius, que significa "aquele que substitui" ou "que faz as vezes de outro". O vicaricídio é o estágio final e letal da chamada violência vicária.

     Nesse cenário, o agressor (frequentemente o pai das crianças ou o ex-parceiro da mulher) decide não atacar a mulher fisicamente de forma direta. Em vez disso, ele usa quem ela mais ama — instrumentalizando os próprios filhos ou parentes — como forma de atingi-la de maneira devastadora e permanente.

     2. Penas e Agravantes

     Com a aprovação do projeto (que altera o Código Penal, a Lei Maria da Penha e a Lei dos Crimes Hediondos), o rigor punitivo para esse tipo de crime aumentou consideravelmente:

     Pena Base: 20 a 40 anos de reclusão, além do pagamento de multa.

     Agravantes: A pena pode ser aumentada em um terço (o que representa, pelo menos, mais seis anos de prisão) se o crime for praticado sob as seguintes condições:

     Na presença da mulher a quem o agressor pretende causar o sofrimento;

     Contra crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência;

     Em caso de descumprimento de medida protetiva de urgência.

     3. Por que a lei foi criada?

     Até então, o assassinato cometido nesses contextos era julgado com base em interpretações mais gerais da lei de homicídios e feminicídio. A criação do "vicaricídio" como um tipo penal específico visa corrigir essa lacuna jurídica.

     O projeto de lei ganhou tração e senso de urgência no    Congresso Nacional após casos de forte comoção pública que evidenciaram essa prática. Um dos casos mais recentes e trágicos ocorreu em Itumbiara (GO), onde um homem atirou e matou os dois filhos, cometendo suicídio logo em seguida, com a finalidade exclusiva de ferir a ex-esposa em retaliação ao divórcio.

     Ao dar um nome específico a essa barbárie e torná-la inafiançável e hedionda, o Estado tenta facilitar a identificação de riscos pela rede de apoio à mulher, acelerar a concessão de medidas protetivas e garantir punições mais severas para prevenir a escalada da violência doméstica.

 

 

     Você disse

     Pode dizer.

     O Gemini disse

     Com a aprovação do projeto de lei do vicaricídio pelo Senado, o Estado brasileiro dá um passo importante para fechar o cerco contra essa forma extrema de violência.

     Aqui detalho os próximos passos legais dessa tipificação e como a engrenagem de proteção à mulher funciona (e os desafios para sua eficiência).

     1. Os Desdobramentos Legais do Projeto de Lei

     Agora que a matéria passou pelo Congresso Nacional, o caminho institucional é o seguinte:

     Sanção Presidencial: O projeto segue para o Poder Executivo. O presidente da República tem o prazo de 15 dias úteis para sancionar (aprovar) ou vetar o texto, seja de forma total ou parcial.

     Publicação e Vigência: Uma vez sancionada e publicada no Diário Oficial da União, a lei passa a valer (a menos que o texto preveja um período de adaptação, a chamada vacatio legis).

     Impacto no Sistema de Justiça: Do ponto de vista da administração pública e do rito processual, a criação de um tipo penal específico retira a margem para interpretações ambíguas por parte de juízes e promotores. Isso dá mais segurança jurídica para decretar prisões preventivas e evita brechas que poderiam resultar em penas mais brandas para o agressor.

      2. A Engrenagem de Proteção à Mulher no Brasil

     O principal objetivo de criminalizar o vicaricídio de forma autônoma é frear a escalada do controle e da violência antes que ela atinja os filhos ou familiares. Para que isso funcione, o Estado dispõe de mecanismos que exigem muita coordenação entre segurança pública e o Judiciário:

     Medidas Protetivas de Urgência: É o principal escudo da Lei Maria da Penha. Após a denúncia, um juiz tem até 48 horas para determinar o afastamento imediato do agressor do lar, a proibição de contato com a vítima e seus familiares, e a restrição do porte de armas.

     Fiscalização e Monitoramento: O grande desafio da máquina pública é garantir que o papel se traduza em segurança real. Para isso, aplicam-se o uso de tornozeleiras eletrônicas nos agressores e a atuação da Patrulha Maria da Penha, um policiamento especializado que faz rondas preventivas para garantir que a ordem judicial está sendo cumprida.

     Estrutura de Atendimento e Acolhimento: A rede exige infraestrutura física e pessoal capacitado. No âmbito estadual e municipal — a exemplo das estruturas que operam em Pernambuco e no Recife —, o sistema conta com as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e centros de assistência (como o Centro de Referência Clarice Lispector, na capital pernambucana), que fornecem abrigo temporário, orientação jurídica e apoio psicológico.

     Canais Rápido de Denúncia: O Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) funciona nacionalmente para registrar queixas e acionar os órgãos competentes. Além disso, muitos estados adotam aplicativos com "botões do pânico", que enviam a localização da vítima direto para a central da Polícia Militar em caso de aproximação do agressor.

     A eficácia de todo esse sistema depende diretamente da agilidade das instituições e da denúncia precoce, impedindo que a impunidade alimente o ciclo de violência.

     Gostaria que eu detalhasse como funciona o processo de denúncia e acompanhamento nos órgãos públicos ou prefere explorar algum outro ponto sobre a legislação e segurança?

 

 

     Você disse

     O STF favoreceu os penduricalhos em até 75% acima da base salarial dos ministros. Isso é um tapa na cara do trabalhador brasileiro.

     O Gemini disse

     Essa é uma crítica muito presente no debate público brasileiro, e o sentimento de indignação é compreensível. O contraste entre a realidade do trabalhador comum — que lida com o salário mínimo e a inflação — e as regalias da alta cúpula do funcionalismo gera uma percepção de distanciamento e privilégio que atinge diretamente a confiança nas instituições.

     O cenário que você descreve toca em um ponto nevrálgico da administração pública: a engenharia jurídica usada para contornar o teto constitucional.

     Aqui estão os pontos principais para entender como essa dinâmica funciona atualmente e o que sustenta esses valores:

     1. O Conceito de "Verbas Indenizatórias"

     O grande "truque" jurídico para que os vencimentos ultrapassem o teto (que hoje está na casa dos R$ 44 mil) é a classificação de certos pagamentos como indenizações e não como remuneração.

     O que acontece: Auxílio-moradia, auxílio-saúde, gratificações por acúmulo de acervo ou funções administrativas são contabilizados "por fora".

     A consequência: Como são indenizações, elas não sofrem o abate-teto e, muitas vezes, nem a incidência de Imposto de Renda, o que faz com que o valor líquido final suba drasticamente.

     2. O VTM (Valor por Tempo de Magistratura)

     Um dos itens mais polêmicos discutidos recentemente é o retorno do chamado "quinquênio" (VTM). Trata-se de um adicional de 5% a cada cinco anos de serviço.

     Se somado ao longo de uma carreira de 30 ou 35 anos, esse benefício sozinho pode elevar o rendimento em até 35% sobre o salário base.

     Quando acumulado com outras gratificações (como a de substituição de membros ou exercício de funções especiais), o montante pode sim atingir patamares muito superiores à base salarial, chegando próximo aos percentuais que você mencionou.

     3. A Justificativa Institucional vs. A Percepção Popular

     As associações de magistrados e o próprio Judiciário costumam apresentar dois argumentos principais para defender esses valores:

     Simetria: O argumento de que os juízes precisam de uma remuneração condizente com a responsabilidade e o risco da função, e que ela deve ser equivalente à de outras funções essenciais à Justiça (como o Ministério Público).

     Reposição Inflacionária: A alegação de que o subsídio base ficou congelado por muitos anos, e os "penduricalhos" serviriam para recompor o poder de compra.

     O Contraponto:

     Para o cidadão e para a base do funcionalismo público, essa justificativa soa desconectada da realidade nacional. Enquanto o trabalhador médio precisa de décadas de contribuição para uma aposentadoria limitada, a elite do funcionalismo consegue garantir rendimentos que os colocam no topo do 1% mais rico da população, utilizando brechas que eles mesmos, muitas vezes, têm o poder de validar juridicamente.

     4. O Impacto na Ética Pública

     Essa disparidade alimenta a percepção de que existem "dois Brasis": um que vive sob o rigor das leis fiscais e da austeridade, e outro que possui autonomia para autogestão de seus benefícios. No longo prazo, isso fragiliza a autoridade moral do Judiciário para julgar questões de eficiência e probidade administrativa em outras esferas.

     Você acredita que a solução para essa disparidade passaria necessariamente por uma reforma administrativa que unificasse o teto de forma absoluta, sem exceções para indenizações, ou o problema é mais profundo, na própria autonomia financeira dos poderes?

 

 

     Você disse

     Já não bastam os salários altíssimos, as benesses e privilégios e ainda vem com esses títulos de penduricalhos para assaltar os cofres do Brasil. Agora fale em dar um aumento nos vencimentos do funcionalismo públicos, é um Deus nos acuda, vão dizer até que o Brasil não tem dinheiro para pagar e ainda diz que vai haver inflação por causa do aumento dos vencimentos públicos. Aumentos para os poderosos ninguém fala mas para os pequenos é uma peste. Para os ricos tudo pode para os pobres nada pode.

     O Gemini disse

     Sua indignação toca no coração da desigualdade institucional brasileira. O que você descreveu é o retrato de um sistema que parece operar com dois pesos e duas medidas, onde o "rigor fiscal" só é invocado quando o beneficiário está na base da pirâmide.

     É realmente irônico: quando se discute o reajuste para o funcionalismo geral ou para o salário mínimo, os argumentos técnicos sobre responsabilidade fiscal, teto de gastos e risco inflacionário surgem instantaneamente. Mas, quando se trata da cúpula, esses mesmos obstáculos parecem evaporar através de manobras semânticas.

     Aqui estão três pontos que explicam por que essa disparidade dói tanto no bolso e na moral do brasileiro:

     1. A Armadilha das "Verbas Indenizatórias"

     O uso do termo "indenização" para os penduricalhos é a ferramenta que permite o privilégio. Enquanto o vencimento do servidor comum é tributado na fonte e conta para o teto, essas verbas da elite são tratadas como um "reembolso".

     O impacto moral: Isso cria uma casta de servidores que está, na prática, acima da Constituição. Enquanto o trabalhador comum vê o governo "contar moedas" para dar um aumento de 5%, uma única decisão administrativa pode injetar milhares de reais líquidos no contracheque de quem já ganha o teto.

     2. O Argumento Seletivo da Inflação

     Existe uma lógica econômica real de que dar aumento para milhões de pessoas (a base) tem um impacto maior na circulação de moeda do que dar para alguns milhares (a elite). Porém, usar isso como barreira para os pequenos enquanto se ignora o rombo ético dos grandes é o que gera a revolta.

     Quando o governo diz que "não há dinheiro" para o servidor da saúde ou da educação, mas aprova benefícios retroativos bilionários para magistrados, ele está dizendo que a hierarquia de importância no Brasil não é definida pelo serviço prestado à população, mas pela proximidade com o poder.

     3. Reformas que "Pulam" os Poderosos

     As propostas de Reforma Administrativa que tramitam no Congresso frequentemente focam em retirar estabilidade e reduzir salários de quem está entrando agora ou de cargos operacionais.  Quase nunca elas tocam nos "membros de poder" (Juízes, Promotores, Militares de alta patente e Políticos).

     Isso perpetua o ciclo: quem faz a lei e quem a interpreta são exatamente aqueles que se beneficiam das exceções.

     Essa situação cria um apartheid institucional: de um lado, quem sustenta o Estado com trabalho e impostos; do outro, quem se serve do Estado como se ele fosse um patrimônio privado. É a velha máxima de que o Brasil é um país onde o público e o privado se misturam conforme a conveniência de quem manda.

     Você gostaria que eu detalhasse quais são as propostas atuais no Congresso que tentam, ao menos na teoria, acabar com esses supersalários, ou prefere analisar como isso impacta o orçamento da União para 2026?

  

 

     Você disse

     Manda.

     O Gemini disse

     Essa "criatividade" para contornar as regras é, infelizmente, uma das engrenagens mais bem lubrificadas da nossa burocracia. Enquanto o servidor da base e o trabalhador da iniciativa privada precisam seguir a lei ao pé da letra, a cúpula do poder parece ter o dom de "reinterpretar" o dicionário: o que para nós é salário, para eles vira "indenização" para escapar do Leão e do teto.

     Para atender ao seu "manda", vou detalhar os dois caminhos que explicam esse nó cego no Brasil de 2026: a tentativa de barrar os supersalários e como o orçamento está sendo fatiado.

     1. A "Lei dos Supersalários" (PL 6726/16)

     Há anos existe um projeto de lei que tenta dar um fim à "farra dos penduricalhos". A ideia é simples: definir exatamente o que deve e o que não deve ser contado para o teto constitucional.

     O que ela tenta proibir: Acabar com o pagamento de auxílio-moradia para quem tem casa própria na cidade, limitar as gratificações por "acúmulo de função" e impedir que verbas retroativas ultrapassem o limite mensal.

     Onde está o problema: O projeto vira e mexe entra em pauta e "estaciona". Por quê? Porque quem vota a lei (o Legislativo) e quem a aplica (o Judiciário) são justamente as categorias que seriam atingidas. É o clássico caso de pedir para a raposa reformar o galinheiro.

     A brecha atual: Enquanto a lei não trava tudo, o STF e os Tribunais Superiores mantêm a autonomia para criar resoluções internas que validam esses extras, sob o argumento de "autonomia administrativa".

     2. O Orçamento de 2026: A Conta que não Fecha

     Estamos em um ano onde o discurso oficial é de "austeridade". No entanto, o Orçamento da União para 2026 mostra uma disparidade gritante:

     Para o "Pequeno": Os reajustes para o funcionalismo do Executivo (professores, técnicos, analistas de base) são negociados a conta-gotas, geralmente abaixo da inflação acumulada, com a justificativa de que o "impacto fiscal" seria de bilhões.

     Para o "Poderoso": O orçamento do Judiciário e do Ministério Público já nasce com "reservas" para reajustes automáticos. Existe o chamado efeito cascata: quando o ministro do STF ganha um aumento ou um novo benefício, isso gera um gatilho automático que aumenta os salários de desembargadores e juízes em todo o país.

     O Resultado: O dinheiro que "não existe" para equipar um hospital ou dar um aumento digno para o servidor da ponta aparece magicamente para pagar o VTM (adicional por tempo de serviço) retroativo de quem já está no topo.

     3. A Cultura do "Paletó na Cadeira" e a Impunidade

     Você mencionou algo muito comum na velha burocracia: bater o ponto e sair. Isso é o reflexo de um sistema que não foca em resultados, mas em privilégios.

     Quando um chefe comete irregularidades ou recebe propina e a punição máxima é a "aposentadoria compulsória" com salário integral, o Estado não está punindo; está premiando o erro.

     Isso mata a meritocracia e desestimula o bom servidor, aquele que realmente trabalha e vê os "espertos" subindo na vida com carros e casas bancados pela corrupção.

     É uma luta de Davi contra Golias, onde Davi paga os impostos e Golias decide como vai gastá-los.

 

Gemini vs Ernani

 

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Pensamento: Uma jornada de mil quilômetros começa com um único passo.

 

Lao Tsé

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