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terça-feira, 23 de junho de 2026



NEGAÇÃO DE APOSENTADORIA PELO INSS

 

     Uma pessoa com 65 anos de idade não conseguiu se aposentar pelo INSS por ter uma conta conjunta com seu marido isso é certo?

     Não, isso não é certo. A existência de uma conta bancária conjunta não é motivo legal para o INSS negar o direito a uma aposentadoria. O que provavelmente ocorreu é que o benefício solicitado por ela pode não ter sido uma aposentadoria com contribuição, mas sim o BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada).

     Para entender a negativa e reverter a situação, observe os pontos abaixo:

     1. Entenda a diferença entre Aposentadoria e BPC/LOASA posentadoria por idade:

     Exige que essa pessoa tenha completado, no mínimo, 15 anos de contribuição ao INSS (180 meses de carência).

     BPC/LOAS:

     É um benefício assistencial pago aos idosos com 65 anos ou mais, que nunca contribuíram. Como não é aposentadoria, ele exige obrigatoriamente que a renda por pessoa do grupo familiar seja de até (fracão de1/4) do salário mínimo.

     2. Por que o INSS pode ter recusado?

     Se ela pediu o BPC/LOAS, o INSS avalia a renda de todos que moram na casa. A autarquia pode ter somado os valores da conta conjunta e considerado que a renda total ultrapassa o limite permitido por lei para a assistência social.

     Porém, mesmo que a renda seja calculada através da conta conjunta, o INSS não pode negar o benefício simplesmente por ser titular junto com ela. A lei determina que o dinheiro deve ser avaliado com base em quem de fato pertence.

     3. O que você deve fazer agora?

     Verifique a carta de indeferimento:

     Acesse o portal ou aplicativo Meu INSS e veja qual foi o motivo exato escrito na decisão (pode ser "renda per capita familiar superior ao limite" ou "falta de tempo de contribuição").

     Separe documentos que comprovem a titularidade real:

     Se o problema foi a renda, prove para o INSS que os valores na conta conjunta ou os seus rendimentos possuem destinações específicas e não são para uso exclusivo dela.

     Busque ajuda especializada:

     Procure um Advogado Previdenciarista ou a Defensoria Pública da União (DPU). Com um profissional, o cônjuge pode entrar com um recurso administrativo ou até mesmo uma ação judicial para garantir o benefício dela, provando que ela cumpre os requisitos legais e que a conta conjunta foi interpretada de forma errônea.

 

 

     Se por acaso foi por vencimentos que ela não teve o direito a aposentadoria por idade. Qual o valor que o INSS determina que o cônjuge não tenha direito?

     O INSS não estipula nenhum limite de renda para o cônjuge quando o pedido é de uma Aposentadoria por Idade Urbana comum. Se a pessoa atingiu os 65 anos e contribuiu por pelo menos 15 anos para a Previdência Social, ela tem direito ao benefício independentemente de você ganhar um salário mínimo ou R$ 50 mil. A renda do marido não pode tirar o direito dela à aposentadoria por idade contributiva.

     A confusão com os seus vencimentos e o bloqueio do benefício ocorrem em apenas duas situações específicas descritas abaixo:

     1. Se o benefício solicitado foi o BPC/LOAS (Assistencial)

     Se ela nunca contribuiu para o INSS e solicitou o benefício assistencial (BPC), a regra de renda é aplicada rigidamente.

     O limite legal:

     A renda por pessoa dentro da casa deve ser de, no máximo, fração 1/4 do salário mínimo.

     Exceção importante:

     Se os vencimentos vierem de uma aposentadoria ou benefício por incapacidade do INSS de até um salário mínimo, por lei, o valor do benefício não pode ser somado para calcular a renda dela. O INSS deve desconsiderar o salário mínimo, e a renda dela passará a ser considerada R$ 0,00. Se uma pessoa ganha acima disso ou recebe salário de um emprego ativo, o INSS soma os rendimentos e nega o BPC caso passe do limite.

     2. Se o pedido foi de Aposentadoria por Idade Rural

     Se a esposa tentou se aposentar como trabalhadora rural (segurada especial, sem precisar pagar o carnê mensal), o INSS analisa a renda da casa.

     O critério do INSS: A lei entende que o trabalho rural deve ser indispensável para a subsistência da família.

     A barreira:

     Se os vencimentos urbanos (do marido) forem muito altos, o INSS costuma alegar que a família não vive da agricultura e sim do salário, negando o benefício dela.

     No entanto, a Justiça costuma reverter essa decisão se ficar provada que ela realmente trabalhava na roça e que a renda da terra ajudava no sustento.

     O que fazer para descobrir o motivo real?

     Como as regras são diferentes para cada tipo de pedido, é fundamental checar o que causou o problema:

     Pegue a carta de indeferimento direto no aplicativo Meu INSS.

     Vá até a aba "Processos" e baixe o Processo Administrativo (PA) completo do pedido dela para ler o relatório do analista do INSS.

     Se você puder verificar na carta de indeferimento se o pedido dela foi uma Aposentadoria ou um BPC (Benefício Assistencial), eu posso te explicar exatamente como derrubar essa negativa do INSS.

 

 

     Se o salário for superior a cinco mil reais, isso pode impedir dela se aposentar?

     Não, o salário de R$ 5.000,00 não pode impedir a  esposa de receber uma Aposentadoria por Idade. Se ela cumpriu os requisitos da aposentadoria contributiva convencional (idade mínima e pelo menos 15 anos de pagamentos ao INSS), o benefício é um direito individual dela.  O INSS não avalia a renda da casa ou do cônjuge nesses casos.

     O  salário de R$ 5.000,00 só se torna um impedimento definitivo em duas situações específicas:

     1. Se ela solicitou o BPC/LOAS (Benefício Assistencial)

     Se a esposa nunca pagou o INSS e tentou pedir o benefício assistencial para idosos, a renda da casa é rigorosamente avaliada.

     Como o limite por pessoa é de apenas fração{1/4} do salário mínimo, o rendimento de R$ 5.000,00 ultrapassa o teto permitido por lei e bloqueia o direito dela a essa assistência.

     2. Se ela solicitou a Aposentadoria por Idade Rural

     Se o pedido foi feito na modalidade de segurada especial (trabalhadora da roça sem contribuição direta), o INSS exige que a subsistência da casa dependa da agricultura familiar. Um salário urbano de R$ 5.000,00 faz o INSS presumir que a família vive dos seus vencimentos, e não da terra, gerando o indeferimento administrativo.

     Onde está o erro e como resolver?

     Se a sua esposa pagou o INSS por 15 anos ou mais e o pedido era de aposentadoria comum, o INSS errou ao misturar as finanças de vocês por causa da conta conjunta.

     Os próximos passos ideais são:

     Baixe o Processo Administrativo:

     Acesse o aplicativo Meu INSS e faça o download do histórico do pedido dela para ler o relatório do analista.

     Verifique o CNIS dela: Cheque o extrato de contribuições (CNIS) no aplicativo para garantir que o INSS reconheceu todos os anos que ela pagou.

     Às vezes, o INSS nega por falta de tempo de contribuição sistêmico e o cidadão acha que foi por causa da renda.

     Acione a Justiça ou um Especialista:

     Se ficar claro que o INSS usou o seu salário para negar uma aposentadoria por idade comum à qual ela tinha direito, essa decisão pode ser facilmente revertida na Justiça através de um Advogado Previdenciarista ou da Defensoria Pública da União.

     Se puder dar uma olhada no aplicativo Meu INSS e me dizer o nome exato do benefício que aparece como "Recusado" ou "Indefiro", eu te digo exatamente o que fazer

 

     O marido não sabe e nem a esposa sabe, só sabe que pediu uma aposentadoria por idade. Ela nunca contribuiu com o INSS.

     Como ela nunca contribuiu para o INSS, o pedido dela não foi de uma aposentadoria comum, mas sim do BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada). Por esse motivo, o seu salário de R$ 5.000,00 impede o direito dela de receber esse benefício por vias normais, já que a renda da casa ultrapassa o limite da lei.

     O BPC/LOAS é uma assistência social para idosos carentes que nunca pagaram o INSS, e a regra exige que a renda por pessoa na casa seja de, no máximo, R$ 378,00 (um quarto do salário mínimo atual de 2026, que é R$ 1.512,00). Ao somar o salário e dividir por dois, a renda dessas pessoas ficam em R$ 2.500,00 por pessoa, o que fez o INSS negar o pedido automaticamente.

     Há alguma forma de reverter isso?

     Pelo INSS (via administrativa), não é possível reverter, pois o órgão cumpre a lei à risca. No entanto, podem tentar garantir o direito dela na Justiça, através de uma ação judicial.  

     Veja como funciona:

     O entendimento dos juízes:

     A Justiça costuma ser muito mais flexível que o INSS. Os juízes entendem que o limite de um quarto do salário mínimo não é uma barreira absoluta.

     Avaliação de gastos reais:

     Na Justiça, o advogado ou defensor poderá abater do  salário de R$ 5.000,00 todos os gastos essenciais da casa e da saúde dela (como remédios caros, fraudas, planos de saúde, exames ou tratamentos que o SUS não fornece).

     Prova de vulnerabilidade:

     Se for provado que o salário é totalmente consumido pelas despesas básicas de sobrevivência do casal e que não sobra dinheiro, o juiz pode conceder o benefício para a sua esposa.

     O que fazer agora?

     Procure um Advogado Previdenciarista de sua confiança ou a Defensoria Pública da União (DPU) da sua região (que oferece atendimento jurídico gratuito).

     Leve todos os comprovantes de despesas da casa (aluguel, luz, água) e, principalmente, gastos com saúde e medicamentos de vocês dois. O profissional entrará com uma ação judicial contestando a decisão do INSS para tentar liberar o benefício dela.

     Para eu te orientar melhor sobre os próximos passos, sabe me dizer se a esposa possui alguma doença crônica ou gasto muito alto com remédios?

 

 

     A esposa gasta muito com remédios para: pressão arterial, diabetes, coluna e hérnia de disco e sofre muito com dores e gasta muito com remédios para dor.

     Esses gastos com saúde são a chave para reverter a negativa na Justiça. Como ela tem diabetes, hipertensão e problemas graves na coluna (que causam dores crônicas), o dinheiro gasto com o tratamento dela pode ser usado para abater a renda da casa e buscar a aprovação do benefício.

     A Justiça entende que o salário de R$ 5.000,00 deixa de ser "alto" se grande parte dele for embora com farmácia e cuidados médicos essenciais.

     Como usar isso para conseguir o benefício?

     O marido ou a esposa precisará entrar com uma ação judicial (através de um advogado previdenciarista ou da Defensoria Pública da União).

     Para o juiz conceder o BPC/LOAS para ela, você deve juntar as seguintes provas:

     Receitas médicas atualizadas:

     Consiga receitas médicas com o nome de todos os remédios que ela toma (para pressão, diabetes, coluna e dores).

     Laudos e exames:

     Peça ao médico um laudo detalhado descrevendo o estado da coluna, da hérnia de disco e as limitações físicas que as dores causam na rotina dela.

     Notas fiscais da farmácia:

     Comece a guardar os cupons e notas fiscais de todas as compras de remédios que vocês fazem. Se puder, peça na farmácia para colocarem o CPF dela na nota.

     Negativa do SUS (Importante):

     Vá até o posto de saúde (SUS) da sua cidade e peça uma declaração escrita afirmando que aqueles remédios específicos para dor ou coluna não são fornecidos de graça pela rede pública.

     O juiz só desconta do salário o que você é obrigado a pagar do próprio bolso.

     O que o juiz fará com essas provas?

     O juiz vai pegar o salário de R$ 5.000,00 e subtrair o valor total gasto com os remédios, exames, médicos e tratamentos da sua esposa.

     Se o valor que sobrar demonstrar que a família fica sem recursos para o resto do sustento básico, o juiz considerará a sua esposa de baixa renda e mandará o INSS pagar o benefício dela. Além disso, por ter dores crônicas graves na coluna e hérnia de disco, o advogado dela pode pedir o BPC não apenas pela idade (65 anos), mas também na modalidade de Pessoa com Deficiência/Impedimento de Longo Prazo, o que reforça ainda mais a necessidade do benefício perante o juiz.

     Se quiser dar o próximo passo, posso ajudar a encontrar o contato da Defensoria Pública da União (DPU) mais próxima de vocês para agendar um atendimento gratuito. Qual é a sua cidade e estado?

    

 

     Exemplo: Recife - Pernambuco.

     Como moram em Recife, o órgão correto para resolver o problema da esposa é a Defensoria Pública da União (DPU), já que o processo envolve o INSS (um órgão federal). O atendimento da DPU é totalmente gratuito.

     A sede da DPU em Recife está pronta para atender o caso dela e reverter a negativa do BPC/LOAS usando as despesas com a saúde como justificativa para o juiz.

     Informações de Contato da DPU Recife

     O agendamento pode ser feito pelos canais oficiais de atendimento ao público:

     Endereço Presencial:

     Edifício Empresarial Progresso – Av. Manoel Borba, 640, Boa Vista, Recife - PE.

     Horário de Atendimento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 15h.

     Telefones para Ligações: (81) 99370-6225 ou (81) 99243-4165.

     WhatsApp (Apenas Mensagens): (81) 99242-7952. (Nota:    

     Você envia (os dados por mensagem e a equipe da DPU retorna ligando para você depois).

     Agendamento Online: Você também pode iniciar o cadastro pelo Sistema de Agendamento da DPU (SIAGE).

     Lista de Documentos para Levar ao Defensor

     Junte tudo o que puder antes do atendimento para que o defensor dê entrada na ação o quanto antes:

     Documentos Pessoais: RG, CPF e comprovante de residência atualizado dos  dois.

     Do INSS: A cópia do processo administrativo ou a carta de indeferimento (rejeição) do benefício (que vocês baixam pelo aplicativo Meu INSS).

     Da Renda:

     Suas três últimas folhas de pagamento (contracheques) que comprovem o salário de R$ 5.000,00.

     Da Saúde dela:

     Receitas médicas recentes dos remédios de pressão, diabetes e dores crônicas.

     Laudos, relatórios médicos ou exames de imagem da coluna e da hérnia de disco.

     Notas fiscais e cupons da farmácia acumulados com os gastos dos medicamentos.

     Comprovantes de despesas da casa (aluguel, luz, água, etc.)

     Se possível, uma negativa simples do posto de saúde (SUS) informando quais daqueles remédios eles não fornecem gratuitamente.

     Ficou claro como juntar esses papéis para o atendimento?

 

Google vs Ernani

 

Pensamento: A vida de aposentado é um desafio. Descansar o corpo e manter a mente ativa!

 

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